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Saúde

Vacina contra gripe A encomendada por Portugal divide autoridades suíças

22.11.2009 - 17:48 Por Romana Borja-Santos

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A vacina contra a gripe A encomendada por Portugal continua a gerar algumas dúvidas lá fora. Na Suíça, por exemplo, a autoridade do medicamento insiste em não administrar a Pandemrix a pessoas com menos de 18 anos e a mulheres grávidas. Contudo, o organismo responsável por questões de saúde pública, à semelhança da agência europeia do medicamento, já reiterou a segurança da vacina da farmacêutica GlaxoSmithKline a partir dos seis meses de idade.
Portugal já administrou cerca de 50 mil doses nos centros de saúde Portugal já administrou cerca de 50 mil doses nos centros de saúde (Ina Fassbender/Reuters)

“A autoridade suíça do medicamento continua a não autorizar a utilização da Pandemrix nas crianças com menos de 18 anos”, explicou hoje à AFP o vice-director da Swissmedic, o organismo do país equivalente ao Infarmed em Portugal. Da mesma forma, Hans-Beat Jenny informou que a vacina pandémica deste laboratório britânico continua também interdita a mulheres grávidas.

Em causa está o adjuvante que é administrado juntamente com a vacina e que visa potenciar o seu efeito. A Pandemrix não foi aprovada pelos Estados Unidos devido à presença do adjuvante esqualeno na sua composição, que alegadamente poderia causar danos à saúde dos que a tomam. Mas o Infarmed já esclareceu que o esqualeno tem sido utilizado em várias vacinas e é, aliás, uma substância que está naturalmente presente no organismo.

Mas, mesmo dentro da Suíça, esta decisão não gera consenso. O organismo de saúde pública que depende do Ministério do Interior desde a semana passada que recomenda que a vacina britânica seja administrada a partir dos seis meses de idade. “A vacina Pandemrix é preferencialmente recomendada, a partir dos seis meses, pois permite obter em todas as idade uma protecção muito boa com uma só dose (salvo para os indivíduos imunodeprimidos)”, explicou o organismo, citado pela AFP. Uma diferença de opiniões que está a comprometer a campanha de vacinação no país, lançada em meados de Novembro, e que está a decorrer de forma “lenta” e “confusa”.

Recorde-se que na sexta-feira a autoridade europeia do medicamento (EMEA) comunicou que basta uma dose de vacina, se a pessoa não for imunodeprimida, para que a vacina contra a gripe A seja eficaz, o que permite que Portugal imunize cerca de seis milhões de pessoas. De um total de 152 mil doses disponíveis para hospitais e centro de saúde, cerca de 50 mil já foram administrados nos centros de saúde.

Num comunicado, a agência referiu que os dados das várias vacinas foram revistos e reafirma a segurança e eficácia dos três produtos no mercado europeu (Celvapan, Focetria e Pandemrix, esta última a escolhida para Portugal). Segundo explicam, no caso da Focetria e da Pandemrix uma única dose é capaz de garantir a resposta imunitária suficiente para proteger o organismo do vírus H1N1 em alguns grupos etários. No caso do produto disponível em Portugal, bastará uma dose para as crianças a partir dos dez anos, adolescentes e para os adultos (incluindo os idosos). Doentes crónicos e crianças com idade inferior aos dez anos deverão receber duas doses.

Efeitos secundários são os esperados

Também na sexta-feira, a EMEA informou que as pessoas que já foram vacinadas na União Europeia permitiram comprovar que as vacinas pandémicas não estão a provocar efeitos secundários além dos que eram esperados: febre, náuseas, dores de cabeça, reacções alérgicas e reacções no local da injecção. "Um muito reduzido número de casos da Síndrome Guillain-Barré e de morte fetal foi reportada em doentes que foram previamente vacinadas", acrescenta o comunicado, concluindo que está a ser reunida a informação mas que, com base no que se sabe, não existe evidência de uma ligação destes casos à vacina.

Por seu lado, na quinta-feira, a Organização Mundial de Saúde informou que reuniu informação de 16 dos 40 países onde estão a decorrer as campanhas de vacinação contra a gripe A e reafirmou que os 80 milhões de doses administradas comprovaram que os efeitos adversos são "raros" e estão dentro do previsto. Por isso, a OMS insiste que a vacina é tão segura como a sazonal e muito importante para prevenir os efeitos da pandemia nos principais grupos de risco - como grávidas e crianças. A organização assegura, ainda, que não houve nenhuma morte que se possa atribuir à vacina.

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Comentário + votado

Esqualeno

A polémica desta vacina é a utilização de um adjuvante (esqualeno) que é relativamente novo. Os ...

Anónimo

22.11.2009 19:44

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