A Comissão de Utentes de Saúde do Seixal reivindicou hoje garantias quanto à capacidade de resposta do novo hospital, cuja construção se prevê estar concluída em 2012.
“O Governo e o Ministério da Saúde devem esclarecer qual a capacidade de resposta que o novo hospital terá, quer em termos de urgências, quer em termos de internamentos, em função das necessidades actuais e futuras das populações de Almada, Seixal e Sesimbra”, afirmou hoje em conferência de imprensa o porta-voz da Comissão, José Luís Sales.
Recorde-se que o hospital do Seixal vai servir os cerca de 400 mil habitantes dos concelhos de Almada, Seixal e Sesimbra, que actualmente dispõem apenas do hospital Garcia de Orta (HGO), em Almada, que já regista dificuldades de resposta.
A Comissão de Utentes quer “a garantia de que a urgência do novo hospital será equiparada à do HGO e não semelhante à de um Serviço de Atendimento Permanente”. “Tencionamos ainda saber como vai o Ministério articular a capacidade de resposta desta nova infra-estrutura com os serviços do hospital Garcia de Orta”, acrescentou.
Para a Comissão de Utentes, “é claro que as 60 camas para internamento, que por agora se prevê que integrem a nova unidade de saúde, serão insuficientes à data da sua conclusão”. “Não queremos que aconteça com esta unidade o que aconteceu com o HGO, que quando foi construído já estava aquém das necessidades das populações que ia servir”, sublinhou.
“Neste sentido”, considerou, “o programa funcional anexo ao anúncio a abertura do concurso público, que estabelece o funcionamento do hospital, deve ser encarado pelas populações como um projecto de partida, que deverá ser melhorado no contexto da elaboração dos estudos e projecto agora colocados em concurso”.
O anúncio de abertura do concurso público internacional para o projecto do hospital do Seixal foi enviado para publicação em Diário da República no passado dia 15 de Janeiro.
O acordo estratégico de colaboração entre o município do Seixal e o Estado português, que selou o compromisso de construção deste hospital, foi assinado a 26 de Agosto de 2009, pela ministra da Saúde, Ana Jorge.
A Lusa contactou o Ministério da Saúde para obter resposta às preocupações suscitadas pela Comissão de Utentes mas, até ao momento, não foi possível obter uma resposta.


