O uso doméstico do fogo causa todos os anos um milhão e 500 mil mortos em todo o mundo, de acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS), que quer reduzir para metade os malefícios causados pelos combustíveis com base em lenha, carvão ou fogo até 2015.
"A cada 20 segundos, uma mãe que prepara a comida e uma criança que brinca tranquilamente dentro da sua casa morrem por inalação dos fumos densos e acres que largam uma multitude de partículas finas, monóxido de carbono e outras substâncias nocivas que alcançam muitas vezes níveis mais de cem vezes superiores aos limites admitidos no plano internacional", quantifica e descreve María Neira, do departamento de Saúde Pública e Meio Ambiente da OMS, ao "El Pais".
A OMS estima que, para conseguir reduzir o número de vítimas até 2015, 485 mil pessoas têm de mudar o seu sistema de combustão caseiro.
A responsável da OMS indica ainda que "mais de três milhões de pessoas no planeta, na sua maioria no sudeste asiático e na África subsariana, continuam a depender de fontes rudimentares de energia para a sua sobreviência quotidiana", referindo-se a combustíveis como a lenha ou o carvão, ou até mesmo os excrementos de animais, menos saudáveis.


