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Internet

Uma imagem íntima colocada online é para sempre, alerta a PJ

09.02.2010 - 17:22 Por Lusa

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Depois de uma foto estar na Internet, é impossível retirá-la Depois de uma foto estar na Internet, é impossível retirá-la (Reuters)
Uma imagem íntima colocada sem consentimento na Internet nunca mais de lá sairá: num mundo virtual sem fronteiras é melhor prevenir porque pode ser impossível remediar, alertou hoje um responsável da Polícia Judiciária (PJ).

Numa conferência para assinalar o Dia Europeu da Internet Segura, em Lisboa, Jorge Duque afirmou que estão a tomar "proporções difíceis de controlar" os casos em que no fim de um namoro uma das partes coloca fotos íntimas do ex-parceiro na Internet ou as espalha "por toda a escola ou pelos seus 500 melhores amigos".

"Há jovens a difundir imagens do foro privado, sexual, pelo telemóvel", referiu, um fenómeno conhecido como "sexting" e que pode levar à perda de ano lectivo por absentismo e, em alguns casos, ao suicídio.

Esta é uma das razões, defendeu, para pôr jovens e adultos a pensar "quem nos tira fotos, onde vão ficar guardadas e quem vai ter acesso a elas".

Agir contra os ofensores - trata-se de devassa da vida privada - é difícil e pode ser mesmo impossível porque o crime varia conforme, por exemplo, o país em que está alojado o servidor de Internet.

Além disso, como há muitos ordenamentos jurídicos diferentes, nem sempre é possível a colaboração entre forças policiais. "A Internet não tem fronteiras, mas os países ainda têm fronteiras jurídicas", ilustrou.

Como as fotos nunca saem da Internet e bloqueá-las pode ser impossível, os efeitos podem prolongar-se por toda uma vida, quer para a vítima, quer para o ofensor - o que pode ser primeiro devassa da vida privada pode, em alguns casos, converter-se num verdadeiro crime de difusão de pornografia infantil.

Na conferência organizada pela Plataforma Internet Segura, a investigadora Cristina Ponte, da Faculdade de Ciências Sociais e Humanas, afirmou que este ano irá ser feito um estudo entre mil famílias portuguesas para saber os seus hábitos de consumo e participação on-line e avaliar os riscos que correm as crianças.

O inquérito no âmbito do projeto europeu "UE kids online" será feito nas casas das famílias, com garantia de privacidade e anonimato e um conjunto de perguntas a que os filhos respondem sem estar à frente dos pais.

Pretende-se assim ter "resultados para influenciar as práticas de regulação, quem tem poder de decisão e as empresas de conteúdos".

O "ciberbulling" (violência psicológica reiterada), a pornografia, o "sexting" e os encontros na vida real com pessoas conhecidas online são os principais riscos a que os jovens e crianças estão sujeitos, como "receptores, autores ou participantes".

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Anónimo

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