O maremoto de 26 de Dezembro de 2004 que afectou mais de dez nações banhadas pelo Oceano Índico fez dois milhões de novos pobres na Ásia, mas o impacte sobre as economias da região continua a ser reduzido, indicou hoje o Banco Asiático de Desenvolvimento (BAD).
O sismo, seguido de um maremoto, provocou mais de 273 mil mortos em 11 países e criou perto de um milhão de novos pobres só na Indonésia, elevando a taxa de pobreza do arquipélago para 18,7 por cento, uma subida de meio ponto.
As perdas no Sri Lanka, sofridas essencialmente na indústria da pesca, atiraram 287 mil pessoas para a pobreza, elevando a taxa do país para 26,6 por cento, mais 1,4 por cento do que anteriormente.
Nas Maldivas, onde o balanço de mortos chegou às 82 vítimas, um terço dos 300 mil habitantes foram afectados devido aos prejuízos provocados nas indústrias das pescas e do turismo, levando a taxa de pobreza a aumentar 12 por cento, fixando- se nos 35 pontos percentuais.
Segundo o BAD, a Índia tem agora mais 644 mil novos pobres, juntando-se ao milhão assinalado antes do maremoto.
Mas, "apesar das enormes perdas humanas, os números de sem abrigo e pessoas deslocadas, o impacte macroeconómico da catástrofe parece limitado", escreve o BAD no seu relatório anual, que confirma uma avaliação já difundida em meados de Janeiro pela instituição.
No caso de se confirmarem as actuais previsões de uma retoma económica na Ásia, a pobreza suplementar provocada pela catástrofe deverá ser ultrapassada em 2007, excepção feita à Indonésia que ainda contará nessa altura com 345 mil novos pobres. Se o processo de recuperação for mais lento, o número de novos pobres será ainda em 2007 de 1,1 milhões de pessoas, assinala o BAD.


