A Câmara da Trofa anunciou hoje que vai disponibilizar duas casas de acolhimento para mulheres e crianças vítimas de violência doméstica, no âmbito de um protocolo com o clube do Porto da organização internacional Soroptimist.
O acordo com a Soroptimist - organização que promove a defesa dos direitos humanos e do estatuto da mulher - vai permitir "a criação no concelho da Trofa de dois apartamentos que vão funcionar como habitação protegida para que as mulheres regressem gradualmente à vida activa por conta própria", afirma a autarquia em comunicado. Os residentes vão ter apoio técnico permanente e as casas terão morada confidencial.
Esta parceria surge no âmbito do projecto Fénix - voltar a sorrir, voltar a viver, que procura responder às necessidades das mulheres e crianças vítimas de violência doméstica.
As mulheres chegarão aos apartamentos da Trofa vindas da casa de acolhimento da Soroptimist Porto d'Abrigo, no Porto.
A Câmara da Trofa tem já em funcionamento uma linha verde de denúncia e encaminhamento de casos de violência doméstica e de maus-tratos (800 200 888), criada pelo Gabinete para a Igualdade, que presta apoio social e psicológico, confidencial e gratuito.
Dados da Associação Portuguesa de Apoio à Vítima indicam que morrem por ano cerca de 60 mulheres em Portugal em consequência de maus-tratos e violência doméstica. De acordo com a Comissão Nacional para a Igualdade e para os Direitos das Mulheres, foram apresentadas em 2003 nas autoridades policiais e judiciais cerca de 14 mil queixas de violência doméstica, número considerado "ínfimo" relativamente à realidade. Vinte e dois por cento das queixas de violência doméstica em Portugal têm origem no distrito do Porto, segundo dados revelados em Março pela dirigente do Clube do Porto da Soroptimist Teresa Rosmaninho.


