Porta-aviões norte-americano vem do Afeganistão

Tripulantes do "USS Eisenhower" fazem voluntariado em Lisboa

15.07.2009 - 18:49 Por Adelino Gomes, Filipa Moreno

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O porta-aviões tem um deque inclinado que permite descolagens e aterragens contínuas e em simultâneo O porta-aviões tem um deque inclinado que permite descolagens e aterragens contínuas e em simultâneo (Carlos Martins/PÚBLICO)
Quase uma centena de tripulantes do porta-aviões norte-americano “USS Dwight D. Eisenhower “que até há pouco tempo esteve no Afeganistão, estiveram hoje em várias instituições de solidariedade em Lisboa. Banco Alimentar Contra a Fome, Fundação Obra do Ardina e Ajuda de Mãe foram algumas das sete instituições onde os voluntários deram a sua ajuda, realizando trabalhos de pintura, jardinagem e organização de roupas e alimentos.

“Os nossos marinheiros sentem que o seu trabalho faz uma diferença, quer em casa ou enquanto viajamos pelo mundo”, afirma o comandante do “USS Eisenhower”, Dee L. Mewbourne. O porta-aviões chegou na terça-feira ao Prto de Lisboa e parte amanhã para os Estados Unidos, depois de ter passado mais de três meses em missão no Afeganistão.

A missão do “USS Eisenhower” no Afeganistão consistiu no apoio às forças da coligação, garantindo segurança às operações das tropas, como explica Kurt W. Tidd, comandante do grupo de ataque do navio. Com cerca de 4700 tripulantes e uma frota de 61 aviões, o “Ike” (abreviatura dada ao antigo presidente dos EUA Dwight D. Eisenhower e também ao navio baptizado com o seu nome) é o segundo porta-aviões da classe Nimitz, que agrupa os navios com reactores nucleares.

Um dos momentos mais críticos desta missão foi a aterragem de um F-18 durante a noite, recorda Calvin Craig, responsável pela frota aérea do navio. “Regressar à noite ao navio com o mar agitado pode ser muito complicado e perigoso. Os pilotos podem precisar de tentar aterrar várias vezes e, em alguns casos, é necessário voltar a atestar o avião”.

Em actividade desde 1977, este porta-aviões estende-se por 18 andares, dez superiores e oito inferiores, e tem um deque inclinado que permite descolagens e aterragens contínuas e em simultâneo. “É uma cidade no mar”, conta Tommy Crosby, relações públicas do navio, explicando que este tem um departamento médico (capaz de realizar cirurgias), bombeiros, ginásios, pequenas lojas de conveniência, igreja, cinema, um museu e até um bingo. Existe também um centro de reciclagem e um jornal televisivo emitido duas vezes por semana.

A tripulação reúne várias origens, encontrando-se mesmo luso-descendentes, garante Kurt W. Tidd. Oliver Fernandes, de ascendência brasileira, conta que “é um prazer fazer este trabalho. Garantimos a segurança do povo americano”.

Lisboa foi o último ponto de visita do porta-aviões americano, que chega no final do mês de Julho ao seu porto habitual em Norfolk, no estado de Virgínia.

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