Os casos de apreensão de produtos contrafeitos nas fronteiras portuguesas aumentaram mais de três vezes em 2008 em relação ao ano anterior, segundo um relatório da Comissão Europeia apresentado hoje em Bruxelas.
As autoridades portuguesas detectaram 232 casos em 2007 de mercadorias contrafeitas, um número que aumentou para 807 (um aumento de 347 por cento) no ano passado, enquanto que o número correspondente de artigos pirateados passou de 495 mil para 507 mil (aumento de 2,5 por cento).
Na totalidade dos 27 Estados-membros da União Europeia (UE), também houve um aumento dos casos de contrafacção detectados, de mais 43 mil para mais de 49 mil, o que corresponde a um aumento de 13 por cento.
Os CD e DVD são os artigos mais pirateados e a China a origem principal destes produtos que tentaram entrar ilegalmente na Europa.
A Comissão Europeia sublinha que este aumento "revela um reforço acrescido da cooperação entre empresas e alfândegas, que permitiu a estas últimas apanharem mais facilmente os carregamentos suspeitos”.
No total para os 27 Estados-membros, foram 178 milhões os produtos detectados em 2008, mais do dobro do que no ano anterior, 79 milhões.
Os CD e DVD foram os produtos ilegais mais apreendidos: 79 milhões, correspondendo a 44 por cento do total de mercadorias contrafeitas apanhadas.
Em seguida estão os cigarros (23 por cento) e os vestuários e acessórios, como relógios e jóias (10 por cento).


