A advogada da mãe adolescente que iniciou em Junho um protesto para reaver o filho anunciou hoje que o Tribunal de Cascais adiou a decisão da guarda de Martim a pedido da instituição onde vive a criança.
Inicialmente prevista para final de Setembro, a decisão sobre qual dos progenitores ficará com a guarda de Martim acabou por ser adiada a pedido da instiuição de Carcavelos onde se encontra a criança, que entregou um requerimento ao tribunal a pedir mais 30 dias para apresentar o seu relatório final.
“O Tribunal de Cascais aceitou o requerimento da instituição onde está o Martim a pedir mais um mês para apresentar o relatório e só por isso é que o processo não avançou na data em que estava previsto”, esclareceu Isilda Pegado à agência Lusa.
A advogada de Ana Rita Leonardo e Paulo Matos, pais de Martim, acrescentou que o Tribunal de Cascais deverá marcar a data da decisão no final deste mês, “assim que for entregue o relatório que falta”.
Isilda Pegado adiantou ainda que tem havido uma evolução na integração de Martim na sua família natural, uma vez que “o bebé está todos os dias com os pais e aos fins-de-semana já vai passear com eles e com o resto da família”.
Desde Julho que o Martim, de quase três anos, se encontra numa institução em Carcavelos, depois de o Tribunal de Menores de Cascais ter suspendido o processo da adopção da criança e ordenado a reavaliação do caso, anunciando ainda a retoma de visitas ao menino.
Na mesma altura, a criança foi tranferida do Refúgio Aboim Ascensão, em Faro, onde esteve institucionalizada desde os primeiros meses de vida, para uma instituição em Carcavelos, para ficar mais perto da família, residente em Cascais.
Ana Rita Leonardo acampou durante 11 dias à porta do Tribunal de Cascais, o que incluiu um período em greve de fome, em protesto contra a decisão judicial que considerou o seu filho adoptável.
A 26 de Fevereiro de 2007, as assistentes sociais de Cascais levaram Martim para a instituição Refúgio Aboim Ascensão, alegando que Ana Rita não tinha condições para cuidar do filho.
Em Julho de 2007, foi tomada a primeira decisão judicial que considerou Martim adoptável, da qual a família recorreu, com sucesso, mas a 21 de Maio de 2009 Ana Rita foi informada de que o filho seria dado para adopção, decisão judicial depois suspensa.


