Os opositores aos organismos geneticamente modificados (OGM) destruíram entre ontem e hoje pelo menos três campos de milho transgénico em França. Cinco pessoas foram detidas.
Ontem, cerca de 200 pessoas destruíram um campo de “milho comercial OGM” em Saint-Hilaire, a 30 quilómetros de Toulouse, com dez hectares. O milho tinha como destino o mercado espanhol.
A operação, liderada por José Bové – ex-porta-voz da Confederação de Agricultores -, foi registada por vários jornalistas e polícias que, apesar de não intervirem, tiraram fotografias aos militantes, noticia hoje o jornal “Le Figaro”.
“Queremos, com esta acção realizada de forma transparente, denunciar um tipo de cultura ilegal, uma situação de não-direito. O problema de fundo é que não existe legislação, nem cartografia, nem informação ao público”, salientou Bové.
O militante anti-OGM prometeu que esta acção “foi apenas o início”, algo que se concretizou hoje. Esta madrugada, outros dois terrenos – um situado perto de Toulouse e outro em Tarn-et-Garonne, a 20 quilómetros de Montauban – foram igualmente destruídos. O proprietário é a Pioneer, empresa internacional de sementes, com sede em Iowa, nos Estados Unidos.
Durante estas duas intervenções, a polícia deteve cinco pessoas. Mais tarde, 20 agricultores protestaram para pedir a sua libertação imediata.
O Procurador da República de Toulouse, Paul Michel, anunciou a abertura de um inquérito sobre estas destruições que poderá “levar, no futuro, a mais detenções”.


