A partir de hoje os testes à gripe A (H1N1) só serão feitos a doentes cujo quadro clínico se justifique, anunciou a ministra da Saúde. Segundo Ana Jorge, o objectivo agora é "tratar os sintomas gripais" independentemente de serem de gripe A ou de outro tipo e já não conter a propagação da doença, como até aconteceu até agora.
Tal como era previsível, a ministra anunciou que face ao número de casos de H1N1 já registados (1870 desde Maio, dos quais 115 ontem) a medicação preventiva passa a estar indicada só para os grupos de risco (como grávidas e crianças com menos de um ano) - até agora, esta medicação era prescrita a qualquer pessoa que estivesse em contacto com um infectado, mas chegou-se a uma fase em que já não é possível identificar todos os contactos dos infectados.
Deixa também de haver contabilidade diária dos casos. E a vigilância da evolução da epidemia passa a ser feita por amostragem, como acontece com a gripe sazonal. A ideia é que os hospitais se concentrem no tratamento dos casos graves, estimando-se que 90 por cento da população atingida vá desenvolver um quadro benigno. E que sempre que possível as pessoas se tratem em casa, como acontece com uma gripe normal.


