Testemunha diz que Carolina Salgado admitiu ordenar a morte de Fernando Póvoas

30.10.2009 - 15:47 Por Lusa
Paulo Lemos, o homem que afirma ter recebido ordens de Carolina Salgado para agredir Fernando Póvoas, declarou hoje em tribunal que a ex-companheira de Pinto da Costa o instruiu para que, se fosse necessário, matasse o médico amigo do presidente do FC Porto.
Questionado pelo advogado Nuno Brandão, sobre “até que ponto” deveria ir na agressão a Fernando Póvoas, se seguisse à risca as instruções recebidas de Carolina Salgado, Paulo Lemos foi peremptório: “Matar”.
Segundo Paulo Lemos - que neste processo passou da condição de arguido à de testemunha -, a ex-companheira de Pinto da Costa considerava Fernando Póvoas o principal responsável pela separação do casal. “Carolina tinha um ódio muito grande a Fernando Póvoas”, entendendo-o como “elo de ligação” entre Pinto da Costa e a apresentadora de televisão Maria Elisa, continuou a testemunha no Tribunal de São João Novo, no Porto, onde Carolina Salgado está a ser julgada por ofensa à integridade física qualificada, na forma tentada, ao médico e por alegadamente ter, em 2006, mandado incendiar os escritórios do presidente portista, do seu advogado Lourenço Pinto e de um solicitador.
Paulo Lemos, que no episódio relacionado com Póvoas actuou em colaboração com o seu amigo Rui Paceira, chegou a munir-se de um martelo para a agressão, que acabou por não se consumar.
Carolina - afirmou Paulo Lemos - ficou “chateada” com o desfecho e os dois homens acabaram por concretizar apenas parte de outros planos de vingança alegadamente gizados pela ex-companheira de Pinto da Costa. Esses planos passavam por incendiar escritórios do próprio presidente do FC Porto, do seu amigo e advogado e ainda de um solicitador, mas foram feitos apenas pequenos estragos.
Ao ficar-se por isso, Paulo Lemos pretendeu, conforme admitiu, “atenuar a ira de Carolina”, com quem - disse - se envolvera emocionalmente, uma relação que a suspeita sempre desmentiu ter existido.
Neste julgamento, que agrupa um conjunto de seis processos, o próprio Pinto da Costa também é arguido, estando acusado de agressões à ex-companheira, em Março de 2006, que também teriam sido consumadas pelos co-arguidos Afonso Ribeiro e Nuno Cunha.

