Tempo quente e más condições de dispersão causam "fraca qualidade" do ar, registando-se níveis elevados de ozono em todas as regiões do país e concentração de partículas em suspensão em Lisboa e Porto, segundo a Faculdade de Ciências e Tecnologia.
Segundo uma informação do Departamento de Ciências e Engenharia do Ambiente daquela Faculdade, hoje divulgada, refere ainda que "incêndios e poeiras do norte de África também contribuem para o agravamento da situação".
As recomendações à população para estas condições atmosféricas passam pela redução de esforços prolongados, tal como evitar exposição a factores de risco, como o fumo do tabaco e contacto com produtos irritantes, principalmente entre as crianças, idosos e doentes com problemas respiratórios ou cardíacos.
Hoje de manhã "alguma neblina matinal, cheiro a fumo e uma faixa amarelada a envolver Lisboa era o panorama observado", refere a nota da faculdade.
As classes do índice de qualidade do ar previsto para hoje variam entre "médio" e "fraco", "maioritariamente" devido às partículas em suspensão, como acontece no Porto, Aveiro, Lisboa e Setúbal, mas também devido ao ozono, no caso de Coimbra.
Os dados de monitorização da qualidade do ar são recolhidos em estações geridas pelas comissões de coordenação e desenvolvimento regional.
A Faculdade de Ciências e Tecnologia (FCT), da Universidade Nova de Lisboa, indica que nos últimos dias se registaram níveis de ozono elevados em todas as regiões de gestão da qualidade do ar de Portugal continental, ultrapassando o limiar que obriga informar o público, numa das estações de Oeiras.
O limiar de informação de ozono é de 180 micro gramas por metro cúbico, nível acima do qual uma exposição de curta duração acarreta riscos a saúde humana de grupos "particularmente sensíveis" da população.
O dióxido de azoto, um poluente com forte contribuição do tráfego rodoviário, excedeu na segunda-feira o valor limite nas estações lisboetas de Alfragide (Amadora) e da Avenida da Liberdade.
Os incêndios, como o de Alcácer do Sal e aqueles que lavram na região Norte, "contribuem com um acréscimo de partículas, monóxido de carbono, óxidos de azoto e outros poluentes, causando a degradação da qualidade do ar", explica a informação.
No Algarve, foi detectada a influência, "ainda que fraca", de um fenómeno natural de poluição atmosférica que é o transporte, de longa distância, de ar proveniente de regiões áridas, como o deserto, com partículas e poeiras em suspensão.


