Depois dos recordes atingidos no domingo e ontem, o calor vai dar tréguas hoje e amanhã. É pelo menos essa a previsão do Instituto de Meteorologia (IM), que antecipa para estes dias uma "descida acentuada" das temperaturas, sobretudo nas regiões do litoral. Sendo certo que, a partir de quinta-feira, os termómetros vão voltar a subir.
Se no domingo se tinham registado as temperaturas mais altas do ano em todos os distritos do país, com excepção de Faro, ontem apenas quatro das 17 estações meteorológicas do IM voltaram a assinalar novos recordes. Foi o caso de Lisboa, onde a máxima (medida no aeroporto) superou novamente os 40 graus: chegou aos 40,6, ou seja, mais 0,3 do que anteontem.
Também em Beja houve uma ligeiríssima subida para os 42,4 graus. Coimbra e Porto registaram aumentos maiores, mas ficaram abaixo dos 40 graus - 39,3 e 35,6 foram as temperaturas máximas, de acordo com os dados oficiais do IM. A meio da tarde, no site do Instituto de Meteorologia, constatava-se ainda que em Santarém e Évora os termómetros também tinham ultrapassados os 40 graus (41,3 e 40,5 respectivamente).
As altas temperaturas devem-se ao vento do quadrante leste, "muito seco e quente", que soprou do interior da Península Ibérica. "Apesar de estarem acima da média para a época, acabam por ser situações normais que acontecem no Verão", descreve Cristina Simões, do IM.
"Hoje vamos ter a situação completamente oposta. O vento vai rodar para oeste e transportar ar marítimo, com mais humidade", acrescenta. E é por isso que em várias regiões, como o Norte, os termómetros deverão cair para os vinte e poucos graus.
Apesar da descida de temperatura de hoje, o IM coloca os índices de radiação ultravioleta outra vez nos valores máximos em quase todo o território continental. Aconselha-se cuidados redobrados com o sol, devendo evitar-se a exposição de crianças.
São também vários os concelhos, sobretudo da Região Centro e no Algarve, que apresentam um risco de incêndio máximo, calculado a partir de condições meteorológicas e do "risco conjuntural", avaliado pela Direcção-Geral dos Recursos Florestais.
De acordo com a Direcção-Geral da Saúde, até agora não há registo de mortes devidas ao calor, sendo certo que só dentro de alguns dias se poderá aferir um eventual impacto negativo das altas temperaturas desta semana na saúde pública.


