A avaliação de impacte ambiental do traçado do comboio de alta velocidade entre Alenquer e Pombal está suspensa até 2 de Abril a pedido da Rave – Rede Ferroviária de Alta Velocidade, para "maturação e compreensão".
A Rave defende que o prazo de 30 dias definido pela lei é insuficiente para que as várias entidades que compõem a comissão de avaliação analisem o estudo de impacte ambiental do futuro comboio de alta velocidade.
O documento foi entregue há quatro meses ao Instituto do Ambiente e é o primeiro do projecto de alta velocidade.
A Rave justifica o prolongamento do prazo com as características "inovadoras e de dimensão" da obra, que "obriga a uma maturação e compreensão".
Apesar do atraso que se verifica nesta fase do processo, a Rave recusa a ideia de que se vai perder mais tempo no lançamento do projecto e nas fazes seguintes.
A empresa considera que a demora actual será "rapidamente recuperada, reflectindo-se positivamente em todos os processos de avaliação dos lotes subsequentes".
A empresa lembra que, devido à dimensão do projecto, não é possível realizar um único estudo de impacte ambiental para cada eixo (Lisboa/Porto e Lisboa/Madrid), pelo que estes foram divididos em lotes, "para os quais foi elaborado, ou está em fase de elaboração, um estudo prévio e o correspondente estudo de impacte ambiental".
O final deste ano foi o prazo definido em Dezembro de 2005 para a obtenção de todas as aprovações dos estudos de impacte ambiental.
O troço Alenquer-Pombal tem uma extensão aproximada de 120 quilómetros (cerca de 40 por cento da ligação Lisboa/Porto) e um custo estimado de construção de mil milhões de euros.
O estudo de impacte ambiental deste troço inclui duas alternativas para a localização da estação de Leiria.
O eixo de alta velocidade Lisboa/Porto deverá estar concluído em 2015 e o Lisboa/Madrid em 2013, tendo ambos um custo estimado de 7700 milhões de euros.


