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Santa Comba Dão

Suspeito assassino em série é visto como “boa pessoa” pelos vizinhos

23.06.2006 - 18:35 Por Lusa

O suspeito assassino de pelo menos três raparigas na zona de Santa Comba Dão é um militar reformado da GNR, visto pela comunidade local como “uma boa pessoa”.
Cerca das 16h15, chegou ao Tribunal da Figueira da Foz um homem que se presume ser o suspeito Cerca das 16h15, chegou ao Tribunal da Figueira da Foz um homem que se presume ser o suspeito (Paulo Novais/Lusa)

Durante a tarde de hoje, depois de conhecida a notícia, muitos populares concentraram-se junto da casa onde o suspeito vive, numa zona de passagem das jovens quando regressavam a casa.
Junto à casa onde mora o suspeito, permaneciam vários agentes da GNR, alguns à civil.

Entretanto, cerca das 16h15, chegou ao Tribunal da Figueira da Foz, com o rosto coberto por uma peça de roupa e agarrado por dois agentes, um homem que se supõe ser o antigo militar. No local estavam alguns populares que o insultaram.

A 24 de Maio de 2005 desapareceu a primeira jovem, Isabel Cristina Isidoro. A segunda jovem, Mariana Oliveira, desapareceu a 14 de Novembro do mesmo ano, enquanto a terceira, Joana Oliveira, desapareceu a 8 de Maio de 2006.

A suspeita de que três jovens raparigas de Santa Comba Dão possam ter sido mortas pelo militar reformado da GNR está a abalar a comunidade local. O homem é suspeito de ter morto pelo menos três jovens, mas admite-se que possam ser quatro ou mais, disse à Lusa o subdirector nacional da PJ, Almeida Rodrigues.

Uma vizinha do presumível assassino, Hermínia Ferreira, de 74 anos, mostrou-se espantada com a situação, comentando que o suspeito é “muito boa pessoa”. “Eu até fiquei maluca com isto. Parece um filme de terror”, disse à Lusa.

Segundo a idosa, o antigo GNR, casado e pai de dois filhos – um emigrado no Luxemburgo e outro agente da GNR na zona de Lisboa –, “desde que se reformou andava sempre no quintal ou a ajudar os sogros, era um homem muito trabalhador”.

“Sempre me respeitou, era uma boa pessoa. Nunca passou pela cabeça de ninguém que ele pudesse ter feito isto”, frisou. Hermínia Ferreira foi procurada por duas vezes por agentes da PJ para falar sobre o desaparecimento das jovens.

Das duas respondeu que “era uma rede internacional que devia andar para aí a fazer raptos” pois “era o que toda a gente pensava”, contou.

Patrícia Matos, de 20 anos, disse aos jornalistas também nunca ter suspeitado que o antigo militar “pudesse ser capaz de fazer uma coisa destas” às suas amigas. Segundo Patrícia, Isabel Cristina Cardoso tinha desistido de estudar e ainda não trabalhava.

Mariana Oliveira frequentava a Escola Superior de Tecnologia e Gestão de Oliveira do Hospital, e Joana Oliveira estava na Escola Secundária de Santa Comba Dão.

Bruno Oliveira contou à Lusa que agentes da PJ estiveram hoje de manhã em sua casa e disseram ter detido o presumível autor do homicídio da irmã, Joana. “Mas não sei nada do que se está a passar agora. Dizem que andam em buscas à procura do corpo dela, mas não sei onde”, afirmou a meio da tarde.

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É o País que temos

É o que acontece num país em que, quem não tem emprego, vai para a GNR.

Anónimo

25.06.2006 00:28

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