Submarinos: Ministério Público não esclarece se Portas está a ser investigado invocando segredo de justiça

18.03.2011 - 16:07 Por Lusa

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A <i>Visão</i> noticiou que o Ministério Público está a investigar Paulo Portas e o seu núcleo duro no Ministério da Defesa A Visão noticiou que o Ministério Público está a investigar Paulo Portas e o seu núcleo duro no Ministério da Defesa (Carlos Lopes)
O Ministério Público não esclarece se o presidente do CDS-PP, Paulo Portas, está ou não a ser investigado no âmbito da compra dos submarinos, alegando que "o processo está em segredo de justiça".

"O processo relativo à compra dos submarinos continua em investigação, procurando apurar-se se a factualidade em causa poderá ser qualificada jurídico-penalmente, como crimes de corrupção, prevaricação, participação económica em negócio e de branqueamento de capitais", refere o Departamento Central de Investigação e Acção Penal (DCIAP), em resposta a uma questão da agência Lusa.

A Lusa tinha solicitado ao Ministério Público um esclarecimento sobre uma notícia da edição desta semana da revista Visão segundo a qual "o Ministério Público investiga o líder do CDS, Paulo Portas, e o seu núcleo duro no Ministério da Defesa, no âmbito da compra dos submarinos, e pediu ajuda à Justiça da Alemanha, na convicção de que aí pode estar a chave do caso".

Na sua resposta, o DCIAP explica também que "foi enviada, em julho de 2010, uma carta rogatória às autoridades alemãs, cuja resposta se continua a aguardar".

"O processo está em segredo de justiça, pelo que não é possível fornecer mais nenhuma informação", acrescenta ainda o DCIAP, chefiado pela procuradora-geral adjunta Cândida Almeida.

Depois de a Visão ter publicado aquela notícia, o vice-presidente da bancada socialista Ricardo Rodrigues defendeu que a Procuradoria-Geral da República (PGR) devia esclarecer rapidamente se o presidente do CDS-PP está ou não a ser investigado no âmbito do processo de compra dos submarinos.

Em declarações à Lusa, Ricardo Rodrigues sustentou que "a notícia divulgada deve ser quanto antes esclarecida, atenta a suspeita e a relevância pública da pessoa envolvida".

"Num Estado de Direito não é suportável a suspeita sem que ela possa ser esclarecida num curto espaço de tempo. Por isso, é exigível para o próprio [Paulo Portas] e para os portugueses que a PGR esclareça quanto antes da veracidade ou falsidade da alegada notícia", justificou o vice-presidente do Grupo Parlamentar do PS.

O Estado Português contratualizou com o consórcio alemão German Submarine Consortium (GSC) - de que faz parte a Man Ferrostaal - a compra de dois submarinos em 2004, quando Durão Barroso era primeiro-ministro e Paulo Portas era ministro da Defesa Nacional.

Entretanto, a 25 de Janeiro deste ano, o juiz do Tribunal Central de Instrução Criminal (TCIC), Carlos Alexandre, decidiu levar a julgamento os nove arguidos no caso dos submarinos/contrapartidas.

Os arguidos estão todos acusados, em co-autoria, de falsificação de documentos e burla qualificada.

Os portugueses acusados são José Pedro Sá Ramalho, Filipe Mesquita Soares Moutinho, António Parreira Holterman Roquete, Rui Moura Santos, Fernando Jorge da Costa Gonçalves, António Lavrador Alves Jacinto e José Mendes Medeiros.

Os arguidos alemães da Man Ferrostaal são Antje Malinowski e Winfried Hotten.

Neste processo está em causa um contrato de contrapartidas entre o Estado Português e o GSC e a sua execução para a compra de submarinos.

A par do caso das contrapartidas, o DCIAP continua a investigar o processo principal relacionado com a compra de dois submarinos à Ferrostaal.

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realmente...

no BPN, nos Sobreiros, nos submarinos nunca se viola o segredo de justiça, nao aparecem escutas, ...

ptgl

18.03.2011 17:50

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