Unidade deverá estar a funcionar em 2013

Sócrates reconhece que concurso para Hospital Central do Algarve já devia ter sido lançado

03.05.2008 - 15:42 Por Lusa

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Sócrates considera que o novo hospital terá um papel de referência essencial para a economia regional Sócrates considera que o novo hospital terá um papel de referência essencial para a economia regional (Virgílio Rodrigues (arquivo))
O primeiro-ministro, José Sócrates, admitiu hoje que o concurso público para a construção do Hospital Central do Algarve já podia ter sido lançado "há anos atrás", mas afirmou que os hospitais "não se compram nos supermercados".

Sócrates lançou hoje no Algarve o concurso público para a construção do futuro Hospital Central, a instalar no complexo do Parque das Cidades, entre Faro e Loulé, e que deverá estar a funcionar em 2013. "Os hospitais não se compram nos supermercados, há um longo processo de planeamento antes de lançar um concurso", afirmou durante a cerimónia, onde também esteve presente a ministra da Saúde, Ana Jorge.

As obras do futuro hospital deverão avançar no terreno durante o próximo ano para que em 2012 a estrutura esteja concluída e em 2013 o hospital esteja em pleno funcionamento, prevê o Ministério da Saúde.

Com o arranque da nova unidade, que terá valências inexistentes no velho hospital, o Hospital de Faro irá acolher uma Unidade de Saúde Familiar, uma de Cuidados Continuados e uma Residência Assistida para Idosos.

Contudo, segundo José Sócrates, o novo hospital não vai ser construído para substituir outro, mas sim para assumir o papel de um hospital de referência para a região e para o país, essencial para a economia regional. "Não é apenas um hospital novo, mas um novo hospital", afirmou, lembrando que terá valências até aí inexistentes no actual hospital e frisando a ligação que terá com a vertente de investigação clínica.

Outra das novidades do Hospital Central do Algarve é a criação de uma Unidade Integrada de Doentes Oncológicos e a existência de meios de diagnóstico de alta tecnologia, como aparelhos de ressonâncias magnéticas e ecógrafos.

A nova unidade terá uma lotação de 549 camas, mais 15 de cuidados paliativos e será dotada de dez salas operatórias, 46 gabinetes para consulta externa e 43 postos de hospital de dia.

As novas especialidades, inexistentes no Hospital de Faro, são a Cirurgia Vascular, Pediátrica, Endocrinologia e Nutrição, Genética Médica, Medicina Nuclear, Neuroradiologia e Radioterapia.

O Hospital Central do Algarve representa um investimento total directo de 250 milhões de euros, 190 milhões dos quais são destinados à construção e equipamentos gerais.

O novo hospital, que deverá servir uma população de 800 mil pessoas - entre residentes (400 mil) e população flutuante -, pretende também acolher actividades de ensino universitário e de investigação.

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Pulido

Para os que não conhecem o Algarve aqui fica a obra dos socialistas desde 1995 na saúde de ...

Anónimo

04.05.2008 01:54

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