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Declarações à saída do encontro com o Presidente da República

Sócrates disponível para dialogar "sem preconceitos"

12.10.2009 - 13:06 Por Lusa

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O primeiro-ministro indigitado, José Sócrates, anunciou hoje que irá ouvir esta semana os partidos para dar início ao processo de constituição do Governo para “quatro anos”, manifestando-se disponível para dialogar sem “reserva mental” e “preconceitos”.


“Vou reunir esta semana com os partidos políticos, com todos os partidos políticos, com vista a apurar da disponibilidade dos partidos para darem um contributo para a governabilidade e para a resolução dos problemas do país”, afirmou o primeiro-ministro indigitado, em declarações aos jornalistas à saída de uma audiência com o Presidente da República.

Sublinhando que se trata de “um gesto de aproximação e um gesto de diálogo”, José Sócrates frisou a necessidade do país ter “um Governo para quatro anos”, estável e que tenha condições para responder aos problemas do país.

“Quero assegurar-vos que a minha vontade é estabelecer um quadro de diálogo político que permita ao país ter a consciência que necessita de ter um Governo de quatro anos e um Governo estável, que responda aos problemas do país”, enfatizou.

Questionado quanto à hipótese de das reuniões com os partidos já poderem sair acordos, o primeiro-ministro indigitado disse tratar-se de uma questão que dependerá das primeiras conversas, mas garantiu não colocar “nada de lado”. Contudo, acrescentou, “alguma possibilidade de entendimento necessitará de reuniões subsequentes para dar conteúdo a esses entendimentos”.

Insistindo na ideia da criação de “um novo clima político” de “diálogo”, José Sócrates ressalvou que existe uma “grande diferença” entre o que foi dito durante a campanha eleitoral e aquilo que é agora dito, já depois de ter sido indigitado para o cargo de primeiro-ministro. “É preciso um Governo para quatro anos, um Governo que não teve maioria absoluta precisa de dialogar, é isso que estou a fazer”, reiterou, reafirmando a sua “vontade de compromisso” e “a vontade de quem estende a mão”.

José Sócrates escusou-se, porém, a delimitar quaisquer limites para a sua disponibilidade, assegurando partir para o diálogo sem preconceitos. “Não parto para esse diálogo com preconceitos ou com a intenção de apenas encenar o diálogo. Parto com a vontade de estabelecer um diálogo político com todos os partidos. Acho que esse é o meu dever. Não se parte para esse diálogo impondo condições ou com reserva mental ou com preconceitos”, declarou.

Relativamente ao futuro elenco governativo, o primeiro-ministro indigitado adiantou que só começará a pensar nele depois das conversas com os partidos, para as quais parte “com espírito aberto e de coração limpo”. Não podemos ter atitude precipitadas, o Governo precisa de ser feito depressa e bem. Há sempre um compromisso a obter entre a pressa e a qualidade política do Governo”, salientou.


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Comentário + votado

vero

O pseudo engenheiro, para ser indigitado, primeiro teria de ser julgado por falsificação . Porque, ...

vero

12.10.2009 23:26

X

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