“Finalmente”. José Sócrates começou assim a sua declaração na Residência Oficial de S. Bento para dizer que recebeu sem surpresa o fim da investigação do caso Freeport em que se concluiu não ter existido qualquer irregularidade no licenciamento ambiental do empreendimento, em Alcochete, quando era ministro do Ambiente. Nem irregularidades nem houve qualquer acusação de financiamento ilegal a partidos ou tráfico de influências, sublinhou.
Num tom sereno, diferente de outras declarações mais irritadas sobre o processo durante estes seis anos, o primeiro-ministro recusou qualquer “exercício de vitimização artificial” e queixou-se de, ele e a sua família, terem sido alvo de “uma enormidade de calúnias”.
“Os portugueses compreendem bem por que faço esta declaração”, afirmou, por duas vezes, o primeiro-ministro numa declaração à hora dos telejornais e sem direito a perguntas dos jornalistas.
E concluiu, usando um aforismo popular: “A verdade acaba sempre por vir ao de cima”.


