Projecto Esperança recebe cerca de duas mil visitas por dia

Site para ajudar a encontrar crianças portuguesas

26.02.2006 - 11:21 Por Lusa, PÚBLICO

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 (DR)
A procura de quatro das sete crianças portuguesas desaparecidas nos últimos anos em Portugal conta agora com a ajuda de um site que já recebeu mais de quatro mil visitantes em apenas dois dias. Na quarta-feira, o sítio www.portoxxi.com lançou um novo link intitulado Projecto Esperança (http://www.portoxxi.com/desaparecidos/) para ajudar a encontrar algumas das crianças que desapareceram nos últimos anos.

"Decidimos criar este projecto para ver se, ao divulgar as fotos das crianças, as pessoas se familiarizam com os rostos e conseguem ajudar", disse à Lusa Marco Rodrigues, um dos responsáveis do site. O projecto está a receber mais de dois mil visitantes por dia. "Num dia tivemos 2324 visitas", afirmou Marco Rodrigues.

"A Internet é um poderoso recurso no combate a este tipo de problemas. Juntos podemos levar estes rostos a milhares de pessoas", lê-se no texto introdutório do Projecto Esperança, que apresenta fotografias de duas raparigas e dois rapazes. Cláudia Sousa, desaparecida há quase 12 anos, em Maio de 1994, é a primeira cara da página. Natural de São Domingos de Benfica, em Lisboa, Alexandre Gabriel é o segundo caso referenciado no site, que mostra ainda uma fotografia de Rui Pedro Mendonça, que desapareceu há oito anos. Natural de Paredes, Rui tinha 11 anos e um mês quando desapareceu, a 4 de Março de 1998. A madeirense Sofia Oliveira é outra das crianças que surgem no site. Desapareceu de casa na noite de 22 de Fevereiro de 2004, quanto tinha apenas dois anos.

Contactada pela agência Lusa, Isabel Polónia, da Polícia Judiciária (PJ), afirmou que, "felizmente, em Portugal, não existem muitos raptos de crianças". "Nos últimos dez, 15 anos, desapareceram sete crianças que não conseguimos localizar", adiantou.

A juntar a estes sete casos poderá ficar o do bebé desaparecido do Hospital do Padre Américo/Vale do Sousa, em Penafiel, na sexta-feira da semana passada. Além da PJ, a Inspecção-Geral da Saúde decidiu abrir um inquérito à ocorrência e já colocou os seus inspectores na unidade hospitalar para apurar as responsabilidades sobre a alegada falha de segurança no hospital.

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