O balanço do número de vítimas do sismo que sábado abalou a ilha indonésia de Java voltou a subir. As autoridades contabilizam agora 5136 mortos e mais de 20 mil feridos, estimando-se que o abalo tenha ainda destruído pelo menos quatro mil edifícios.
Segundo o Ministério de Assuntos Sociais indonésio, o sismo causou mais de cinco mil mortos, depois dos números oficiais terem oscilado entre os quatro e os cinco mil mortos durante o dia de ontem.
O sismo, de magnitude 6,2 na escala aberta de Richter, foi registado às 05h54 de sábado perto da cidade de Yogyacarta, 400 quilómetros a leste da capital indonésia, Jacarta, na muito densamente povoada ilha de Java.
Ao final do dia de ontem, o Governo indonésio declarou estado de emergência, situação que deverá manter-se durante três meses, ao longo dos quais será necessário dar abrigo e cuidados aos deslocados, que o Executivo calcula que sejam 50 mil.
A assistência humanitária vinda do estrangeiro está hoje a chegar à região, segundo a AFP, na sequência do apelo de Jacarta, que ontem pediu à comunidade internacional que ajude, para "aliviar o fardo que pesa sobre o Governo".
Apesar de estar longe da dimensão dramática do sismo e do maremoto que, a 26 de Dezembro de 2004, atingiu o Sueste asiático, matando mais de 160 mil pessoas só na ilha indonésia de Sumatra e para cima de 200 mil em vários países banhados pelo Índico, o sismo de ontem entra na história da região como o pior desastre desde a catástrofe de há ano e meio.


