As equipas de resgate tentam hoje abrir passagem através das estradas cortadas da Costa Rica e chegar às cerca de 600 pessoas que ficaram isoladas perto do vulcão Poas, depois de um sismo de 6,2 na escala de Richter que fez ontem quatro mortos.
Centenas de socorristas da Cruz Vermelha, bombeiros e polícias trabalham para tentar resgatar 300 turistas estrangeiros que ficaram bloqueados num hotel perto do vulcão, epicentro do sismo que abalou a região Centro da Costa Rica às 19h19 de ontem (hora de Lisboa).
Outras 300 pessoas estão isoladas nas povoações próximas do vulcão. Segundo a Comissão Nacional de Emergência (CNE), “42 localidades foram afectadas, com graves consequências para as infra-estruturas eléctricas e civis”. A CNE anunciou que serão enviados hoje para a região quatro helicópteros. O Ministério dos Trabalhos Públicos deverá “desbloquear os caminhos para permitir o acesso das equipas especializadas”, segundo a CNE.
Ontem, duas irmãs de sete e onze anos que vendiam doces perto de um parque nacional morreram vítimas de um desabamento de terras. Uma mulher morreu vítima de um ataque cardíaco nos arredores de San José, a 40 quilómetros do epicentro do sismo. Uma adolescente de 12 anos morreu debaixo dos escombros da sua casa.
Foi decretado estado de alerta na zona metropolitana de San José, Cartago, Alajuela e Heredia, zona onde vivem 2,5 milhões dos quatro milhões de habitantes daquele país da América Central.
O tremor de terra, com epicentro a 35 quilómetros de profundidade, foi sentido em todo o país, segundo o Observatório de Vulcanologia e Sismologia, bem como na Nicarágua, segundo os serviços geológicos daquele país. Os edifícios públicos foram evacuados e a população precipitou-se para as ruas, depois de um dos sismos mais violentos registados na Costa Rica.


