Sindicatos da PSP entregam moção de rejeição da proposta de estatutos a Sócrates

01.07.2009 - 13:23 Por Lusa
Os sindicatos representativos dos agentes e oficiais da Polícia de Segurança Pública (PSP) apresentam quinta-feira ao primeiro-ministro uma "moção de rejeição" da proposta governamental de estatutos, revelou hoje o presidente do Sindicato dos Profissionais de Policia (SPP).
A moção de rejeição, dirigida ao primeiro-ministro, José Sócrates, será entregue quinta-feira na residência oficial do chefe de Governo, com cópia ao ministro da Administração Interna, Rui Pereira, explicou António Ramos à agência Lusa.
"Os sindicatos estão todos de acordo de que é uma má proposta para a polícia", no respeitante ao "nível remunerativo e na assistência na doença", afirmou o dirigente do SPP.
Por seu lado, Paulo Rodrigues, da Associação Sindical dos Profissionais da Polícia (ASPP/PSP), referiu que o sindicato "não aceita aquele projecto de estatutos", porque "nenhuma das seis propostas apresentadas pelos sindicatos está contemplada".
A tutela reuniu-se várias vezes com os representantes sindicais da polícia e a "última versão apresentada do documento não contempla qualquer das sugestões" dos sindicatos, disse Paulo Rodrigues.
Aquela organização sindical pediu aos agentes policiais para protestarem na quinta-feira contra os estatutos, utilizando os mecanismos legais para o efeito, através de folgas, férias ou dispensas.
O Sindicato dos Oficias da Policia de Segurança Pública também "rejeita a proposta de estatutos apresentada" pelo Ministério da Administração Interna, e "concorda com os argumentos do protesto", marcado para as 10h de quinta-feira, junto à residência oficial do primeiro-ministro, em Lisboa, mas "apela à calma e ao civismo durante os protestos", afirmou Resende da Silva, daquela organização sindical.
No entanto, Resende da Silva discorda da data escolhida para o protesto, uma vez que "coincide com o dia nacional da Polícia de Segurança Publica", e podia ter sido marcado para outro dia qualquer.
O presidente do Sindicato Nacional de Polícia (Sinapol), Armando Ferreira, defende que "a última versão dos estatutos é a pior de todas" para os profissionais da PSP, e que "o ministro da Administração Interna não pode refugiar-se na falta de verbas e medidas economicistas", porque a segurança dos portugueses é mais importante do que os custos.

