O Sindicato dos Enfermeiros (SE) recusa alterações às reformas decorrentes das medidas de redução do défice através da Função Pública, considerando “inaceitável” uma renegociação por “princípios de política económica e de forma unilateral”, informou hoje a estrutura.
A eventual alteração ao regime de excepção dos enfermeiros no que respeita às pensões é considerada pelo SE como uma redução dos direitos sociais. “Este regime “não assume a forma de regalia, mas vai ao encontro da realidade do desgaste intenso da profissão”.
O sindicato acredita que “as medidas anunciadas estão muito longe de produzir efeitos significativos” no défice do Serviço Nacional de Saúde (SNS). “Os grandes problemas do orçamento SNS, nomeadamente a compra de medicamentos, outsourcing de serviços e pagamento excessivo de horas extraordinárias, ficam sem solução”.
Como medidas a tomar, o SE propõe o controlo do custo dos medicamentos, a limitação ao recurso ao outsourcing na aquisição de produtos e serviços, a integração de pessoal nas instituições para reduzir o valor excessivo de horas extraordinárias, “provocadas, na sua maioria, por falta de pessoal”.


