• |
  • Iphone
  • |
  • Mobile
  • |
  • RSS
  • |
  • Twitter
  • |
  • Facebook
  • Siga-nos em:
  • A cidade que morre quando o sol se põe
  • João queria morrer sozinho, mas acabou por matar a filha
  • Houston, temos um problema, disse Obama

Relatório 2004 volta a acusar forças de segurança de violência e discriminação

Sindicato Nacional da Polícia reúne-se com Amnistia Internacional para explicar maus-tratos

27.05.2005 - 13:08 Por Lusa

  • Votar 
  •  | 
  •  0 votos 
O Sindicato Nacional da Polícia (Sinapol) vai reunir-se quarta-feira com a secção portuguesa da Amnistia Internacional para explicar porque razão "alguns factos" dão origem a queixas. O último relatório da Aministia Internacional volta a referir maus tratos por parte de guardas prisionais e demonstrações de racismo e discriminação por parte da polícia portuguesa.
As prisões portuguesas voltam a ser retratadas de forma negativa no relatório da Aministia As prisões portuguesas voltam a ser retratadas de forma negativa no relatório da Aministia (Miguel Madeira/PÚBLICO)

O relatório de 2005 sobre Portugal, divulgado quarta-feira e com dados referentes ao ano passado, refere que "continuaram a ser denunciados casos de uso desproporcional da força e maus-tratos por parte da polícia". De acordo com o relatório, a "polícia usou armas de fogo e balas de borracha de forma desnecessária ou desproporcional relativamente à ameaça" em várias situações.

Face às críticas apontadas pela Amnistia Internacional, o Sinapol quer explicar à organização o "porquê de alguns factos que à posterior dão origem a queixas", refere um comunicado do sindicato. O Sinapol justifica também a reunião por temer que as actuações dos agentes da PSP, citadas pelo relatório, tenham sido aumentadas pela comunicação social.

O sindicato quer ainda chamar a atenção para o facto de o relatório da Amnistia Internacional utilizar sempre o termo "polícia" quando fala na actuação das forças de segurança, sem as identificar.

No comunicado, o Sinapol diz que "se for preciso" trabalhará com a Amnistia Internacional para "eliminar o nome da PSP" dos relatórios da organização.

Na quarta-feira, em declarações à agência Lusa, o presidente da Associação Sindical dos Profissionais de Polícia, Alberto Torres, considerou "desajustadas e descabidas" as conclusões da Amnistia Internacional, dada "a evolução que a PSP tem feito, nos últimos anos, no respeito pelos direitos humanos".

Também Ramires Fernandes, elemento da direcção do Sindicato dos Guardas Prisionais, garantiu à Lusa que "nas cadeias não são cometidos abusos de qualquer espécie ou maus-tratos contra os reclusos de forma gratuita". O sindicato admite apenas a existência de "casos pontuais de agressões verbais e físicas entre reclusos e guardas", mas lembra que "os guardas são alvo de mais actos violentos por parte dos reclusos do que o contrário".

Comentar Critérios para publicação de comentários dos leitores

Restam 1200 caracteres

Os comentários deste site são publicados sem edição prévia, pelo que pedimos que respeite os nossos Critérios de Publicação. O seu IP não será divulgado, mas ficará registado na nossa base de dados.

Quaisquer comentários inadequados deverão ser reportados utilizando o botão “Denunciar este comentário” próximo da cada um. Por favor, não submeta o seu comentário mais de uma vez.