A direcção do Sindicato Nacional da Polícia (Sinapol) admitiu hoje realizar uma "paragem geral" para protestar contra as alterações aos regimes de aposentação e de saúde.
Em declarações à Lusa no final de uma reunião, fonte da direcção do Sinapol, que reúne cerca de 500 associados, afirmou-se "disponível para fazer uma paragem geral das forças de segurança e, neste caso concreto, da PSP".
As forças de segurança contestam o novo regime de aposentação e equiparação dos subsistemas de saúde à Assistência na Doença dos Servidores do Estado (ADSE), tendo realizado hoje mais uma manifestação em Lisboa, que concentrou cerca de 5.000 pessoas, segundo a polícia, e cerca de 10.000, de acordo com os sindicatos.
"Vamos encetar todas as diligências necessárias para haver um entendimento entre todos os sindicatos da polícia", disse à Lusa um dirigente do sindicato.
Questionado sobre como é que admitem recorrer à greve, já que este não é um direito consagrado para a polícia, o dirigente sindical recordou: "há 16 anos também eram proibidas as manifestações, mas fez-se uma no Terreiro do Paço".
"Se somos função pública para umas coisas também temos de ser para outras. Se pretendem igualar os sistemas de saúde e de reforma, porque é que não igualam também o código de trabalho?", questionou a mesma fonte.


