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Diplomas começaram hoje a ser discutidos

Sindicato diz que Ministério da Saúde prometeu reformular projectos sobre carreiras médicas

16.12.2008 - 17:55 Por Lusa

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Em causa, entre outros aspectos, está o alargamento do horário de 35 para 40 horas semanais Em causa, entre outros aspectos, está o alargamento do horário de 35 para 40 horas semanais (Gonçalo Português)
O Ministério da Saúde prometeu reformular os projectos de decreto-lei sobre a revisão das carreiras médicas, revelou o Sindicato Independente dos Médicos (SIM).

No final da primeira reunião sobre o tema com a equipa da ministra da Saúde, Ana Jorge, esta tarde em Lisboa, o presidente do SIM, Carlos Arroz, reafirmou a necessidade de rever os diplomas e anunciou a promessa feita pelo Ministério: os documentos sobre regimes jurídicos da carreira médica e da qualificação médica “vão ser retirados, reformulados e serão apresentados novos documentos”.

Entre outros aspectos, os projectos do Ministério da Saúde prevêm o alargamento do horário de trabalho das 35 para as 40 horas semanais e a obrigatoriedade de os médicos passarem a fazer urgências diurnas até à idade da reforma. Os sindicatos admitem discutir esta matéria apenas em sede de concertação colectiva.

Segundo Carlos Arroz, os novos projectos serão apresentados no dia 12 de Janeiro, data para a qual ficou marcado o próximo encontro entre a tutela e o SIM.

“Vamos todos para férias natalícias com a convicção de que há muito trabalho a fazer, mas com a convicção exacta de que há possibilidade de chegar a bom consenso e a um bom acordo”, sublinhou Carlos Arroz.

Para o sindicalista, há uma maneira “muito simples” de ultrapassar a situação, que passa pela criação de um “regime de trabalho específico para todos os médicos”. “O que está em causa”, explicou, “é criar um acordo colectivo de trabalho para todos os médicos”, que uniformize as condições de trabalho, seja qual for o regime de contratação. Se esta questão for resolvida “não vai haver problema nenhum” e poderá ser possível chegar a um “bom acordo” com o Ministério da Saúde.

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