Associação concorda com instalação de videovigilância nas esquadras

Sindicato da GNR rejeita acusações de maus-tratos em relatório do Conselho Europeu

19.03.2009 - 10:42 Por Lusa

  • Votar 
  •  | 
  •  0 votos 
José Manageiro salientou a falta de condições mínimas de segurança no trabalho nas esquadras José Manageiro salientou a falta de condições mínimas de segurança no trabalho nas esquadras (PÚBLICO (arquivo))
A Associação dos Profissionais da Guarda (ASP/GNR) afirmou hoje que a GNR não se revê nas acusações de maus-tratos nas esquadras contidas num relatório do Conselho Europeu e concorda com a instalação de videovigilância nestas instalações.

O relatório do organismo do Conselho Europeu contra a tortura, hoje divulgado, detectou "numerosas" queixas de agressões a detidos nas esquadras portuguesas e recomenda a instalação de câmaras de vigilância para monitorizar a actuação dos agentes da autoridade.

"Não temos nada a opor a esse tipo de videovigilância, porque se há alguém que é muito maltratado nas esquadras sãos os guardas, que trabalham sem as mínimas condições de segurança no trabalho, e não os detidos", disse José Manageiro, presidente da ASP/GNR.

Em relação a eventuais casos de desrespeito dos direitos dos detidos, o dirigente sindical salientou que "não pode haver uma situação de reparo", porque a GNR adoptou nos últimos anos "um conjunto de regras internas que não permitem este tipo de situações".

"Tem havido uma evolução muito grande nos últimos anos, muitas celas foram fechadas pela Inspecção-Geral da Administração Interna (IGAI) e transformadas em locais de trabalho dos agentes", disse. "Não há neste momento registos de situações dessa natureza", garantiu.

O dirigente sindical considerou ainda que "estes relatórios não têm um carácter absolutamente isento" e que "é preciso analisar estas alegadas agressões num contexto e ter em consideração o princípio do contraditório".

"Todos nós sabemos que existe ultimamente um número bastante elevado de agressões aos agentes de autoridade, que atentam contra a própria autoridade do Estado e contra a dignidade dos agentes de segurança, e eu não vejo nenhum relatório, quer das instâncias internacionais que se preocupam com esta matéria quer do ponto de vista interno, a preocupar-se com estas matérias", concluiu.

Estatísticas

  • 315 leitores
  • 6 comentários

URL desta Notícia

http://publico.pt/1369880

Comentário + votado

Minha opinião...

É óbvio que de vez em quanto um agente deve dar uma lapada num ou outro prisioneiro, no entanto, ...

João Pedro Pereira

19.03.2009 14:54

X

Mais em Sociedade (5 de 27 artigos)

Fritzl chegou esta manhã de cara destapada ao tribunal de St Poelten Josef Fritzl diz lamentar sofrimento que provocou à família