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Pelo "laxismo existente nas condições de trabalho"

Sindicato admite responsabilizar criminalmente ministro por morte de agente

11.12.2005 - 12:46 Por Lusa

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O dirigente sindical garantiu que, nos próximos dias, o SPP vai analisar a viabilidade jurídica de responsabilizar alguns titulares de cargos políticos O dirigente sindical garantiu que, nos próximos dias, o SPP vai analisar a viabilidade jurídica de responsabilizar alguns titulares de cargos políticos (David Clifford/PÚBLICO (arquivo))
O Sindicato dos Profissionais de Polícia (SPP) admitiu hoje poder vir a responsabilizar criminalmente o ministro da Administração Interna e outros responsáveis políticos pelo "laxismo existente nas condições de trabalho" concedidas aos agentes, que levam à morte de polícias em serviço.

O SPP reagia assim à morte em serviço de um agente da PSP, durante a madrugada de hoje, em Lagos, numa troca de tiros com um grupo de homens que tentaram assaltar uma caixa Multibanco em Portimão.

"Só começando a responsabilizar política e criminalmente os responsáveis políticos poderemos acabar ou fazer diminuir estas tragédias que ciclicamente ocorrem", disse à Lusa o delegado do SPP no Algarve, António Cartaxo.

O dirigente sindical garantiu que, nos próximos dias, o SPP vai analisar a viabilidade jurídica de responsabilizar os titulares de cargos políticos responsáveis pela área das polícias e o próprio director nacional da PSP.

Em comunicado, o SPP atribui as causas profundas de acontecimentos como o desta madrugada à "incúria, desleixo, negligência e insensibilidade" dos responsáveis políticos da área da polícia.

"Não nos conformamos apenas com as lamentações e os sentidos pêsames à família que já se adivinham vir aí da parte dos responsáveis políticos e tutelares da polícia", adianta o comunicado, observando ser necessário "muito mais do que isso para que os polícias deixem de morrer em acções policiais onde deviam ter todas as condições de protecção material ao seu dispor".

O SPP/Algarve assinala que, na região, há dois anos atrás, o graduado Armando Lopes - morto durante uma perseguição policial na Ponte Internacional do Guadiana - foi vítima das mesmas "carências materiais existentes na PSP" que a do polícia, que hoje morreu em Lagos.

"Dois anos se passaram sem que as tão reivindicadas lagartas de pregos tivessem sido colocadas ao serviço dos profissionais da Polícia, com as quais estas duas mortes poderiam ter sido evitadas", afirma o sindicato.

Defende ainda a revisão de toda a legislação que "concede alguns excessos de garantias aos protagonistas de acções criminais e desprotege os profissionais das forças policiais".

"Não nos podemos esquecer que, há cerca de dois anos, dois dos autores da morte do chefe Armando Lopes foram colocados em liberdade sem sequer terem sido acusados da morte do malogrado chefe de polícia, situação que também contribui para o sentimento de impunidade reinante nestes grupos de criminosos altamente perigosos", afirma o SPP.

O Centro Distrital de Operações de Socorro confirmou a morte do agente da PSP de Lagos, com um tiro na cabeça, na sequência de uma tentativa de assalto em Portimão a uma Caixa Multibanco.

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Lagartas...

sim. vamos responsabilizar os ministros pelos assaltos à mão armada e entremos num estado policial ...

Anónimo

12.12.2005 18:14

X

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