O segundo secretário da mesa da Assembleia-Geral da Liga Portuguesa de Futebol Profissional (LPFP), Simão Ribeiro, desmentiu hoje à Lusa ser arguido no processo de corrupção Apito Dourado.
“A notícia é falsa. À data da minha eleição não havia – como não há hoje – qualquer processo em tribunal contra mim em que fosse arguido”, afirmou Simão Ribeiro, desmentindo a notícia veiculada na edição de hoje do diário “Correio da Manhã”.
Depois de, também hoje, a Comissão de Arbitragem da LPFP já ter esclarecido que “nenhum” dos seus elementos “está acusado de qualquer crime no âmbito do denominado processo Apito Dourado”, Simão Ribeiro explicou que as acusações de que foi alvo foram retiradas.
“Fui constituído arguido inicialmente, mas as acusações que pendiam sobre mim foram retiradas por falta de provas”, explicou o dirigente da LPFP, frisando: “Nunca pratiquei qualquer acto ilícito enquanto dirigente do Futebol Clube de Penafiel.”
De acordo com Simão Ribeiro, estas notícias têm como objectivo a “descredibilização do futebol” e têm origem em “pessoas do próprio futebol”.
“A advogada que me dá assessoria está a analisar a notícia e, se entender que há razões, tomarei medidas, pois está em jogo a minha pessoa e a Liga”, afirmou à Lusa, acrescentando: “Não podem aparecer notícias postas a circular desta forma.”
De acordo com o “Correio da Manhã” de ontem, Simão Ribeiro “era dirigente do FC Penafiel à data da sua constituição como arguido do ‘Apito Dourado’ e o seu envolvimento resulta de favores que teria solicitado para o clube”.
O megaprocesso Apito Dourado envolve ao todo 73 suspeitos nos dois processos que o Departamento de Investigação e Acção Penal do Ministério Público de Lisboa já remeteu para a equipa de Maria José Morgado na Procuradoria-Geral da República.
Segundo o mesmo jornal, o Conselho de Arbitragem da lista única que Gilberto Madaíl apresentou para assumir novo mandato na direcção da FPF é constituído, “na sua maioria”, por arguidos do Apito Dourado: o presidente Carlos Esteves, o vice-presidente Francisco Costa e os vogais Carlos Carvalho e Blanco Miranda.


