O número de incêndios por circunscrever no país subiu para sete, de acordo com o último ponto de situação divulgado pelo Serviço Nacional de Bombeiros e Protecção Civil (SNBPC). Em todo o território de Portugal continental estão mobilizados em operações de combate, rescaldo e vigilância 618 bombeiros, 157 viaturas e 16 aeronaves.
Os distritos de Vila Real e de Viseu são os mais afectados com dois incêndios cada um. Na região transmontana, as chamas atingem o concelho de Vila Pouca de Aguiar (Cidadelha e Gouvães da Serra), enquanto em Viseu ardem fogos em Vila Nova de Paiva (Touro) e Moimenta da beira (Quinta dos Caetanos).
Um outro incêndio arde em Vilela, concelho de Cabeceiras de Basto, distrito de Braga, assim como em Bragança, no concelho de Vinhais (Curopos) e em Aveiro, concelho de Vale de Cambra (Chão da Cancela).
De acordo com o Instituto Nacional de Meteorologia, o distrito da Guarda está hoje em risco "máximo" de incêndio, enquanto os de Bragança, Vila Real e Viseu estão em risco "muito elevado".
Com risco "elevado" estão os distritos de Castelo Branco, Porto, Viana do Castelo e Braga.
O director da Autoridade Nacional para os Incêndios Florestais (ANIF), Ferreira do Amaral, admitiu a 23 de Agosto que a área ardida este ano poderá ter chegado aos 180 mil hectares.
Este valor ultrapassa a última estimativa da Direcção Geral dos Recursos Florestais (DGRF), que apontava para 134,5 mil hectares de área ardida até 15 de Agosto, mais do que em todo o ano passado, quando foram consumidos pelas chamas 129.539 hectares.
Os distritos mais atingidos até 14 de Agosto foram os de Leiria (16.530 hectares ardidos), Vila Real (13.566 hectares) e Coimbra (12.650 hectares).
Em 2004 os incêndios destruíram 129.539 hectares e em 2003 o valor de área ardida ultrapassou os 425 mil hectares, a maior área total devastada pelos incêndios nos últimos 20 anos.


