• Kiev, a porta de entrada da Ucrânia
  • Já cheira a Verão
  • Programa de rádio a partir do Hospital Júlio de Matos

Lagos

Sete dos 53 arguidos julgados por auxílio à imigração ilegal negam envolvimento em associação criminosa

24.09.2007 - 20:56 Por Lusa

  • Votar 
  •  | 
  •  0 votos 
 (PUBLICO.PT)
Sete dos 53 arguidos do processo de uma rede de auxílio à imigração ilegal, que começou hoje a ser julgado em Lagos, Algarve, negaram estar envolvidos numa associação criminosa e ter obtido lucros financeiros.

Do total de arguidos - 19 empresas de construção civil e restauração do Sul do país e 34 pessoas singulares -, apenas sete quiseram falar em tribunal, entre os quais a alegada cabecilha da rede, Galina Volontir, acusada da prática de seis crimes, como corrupção activa, falsificação de documentos, auxílio à imigração ilegal e branqueamento de capitais.

Em tribunal, Galina Volontir, em prisão preventiva, argumentou que apenas ajudou familiares e amigos a tratar da burocracia necessária para entrar em Portugal.

Segundo a acusação, a arguida terá oferecido dinheiro e bens a funcionários de entidades públicas, nomeadamente o Instituto de Emprego e Formação Profissional (IEFP) de Lagos, para agilizar os processos de obtenção de vistos de trabalho.

Galina Volontir admitiu ter oferecido um presente a um funcionário do IEFP de Lagos, também arguido neste processo, cujo nome é Carlos Jesus. Este disse em tribunal ter recusado a oferta e negou ter uma relação de proximidade com aquela mulher.

Carlos Jesus é acusado dos crimes de auxílio à imigração ilegal e de corrupção passiva para acto ilícito.

Os três empresários de Construção Civil que quiseram prestar declarações ao Tribunal de Lagos negaram igualmente receber dinheiro em troca da elaboração de contratos de trabalho, mas admitiram que, por intermédio de Galina, chegaram a elaborar algumas dezenas de contratos, por necessitarem de trabalhadores nas suas obras. No entanto, afirmaram que a maior parte destes nunca chegavam a aparecer.

Em tribunal, a alegada cabecilha da rede negou controlar a organização criminosa descrita pelo Ministério Público na acusação, reconhecendo apenas contactar empresários para obter contratos de promessa de trabalho para familiares e amigos, mas acrescentou que quase nenhum desses contratos culminou na obtenção de um visto.

De acordo com a acusação, a mulher, que agia em colaboração com Andrei Dumitru (acusado de oito crimes e que alegadamente a ajudava a angariar empresários de Construção Civil), e com Vladimir Batca (responsável por angariar os imigrantes), entre outros, pagava entre 300 a 600 euros por cada uma das promessas de trabalho que davam início a todo o processo.

A alegada rede - composta por cidadãos portugueses, da Europa de Leste e África e que operou entre o início de 2005 e Abril de 2006 -, aliciava cidadãos oriundos da Europa de Leste com a promessa de legalização e obtenção de visto de trabalho em Portugal, a troco de quantias que oscilavam entre dois mil a três mil euros, cobradas através dos seus salários.

O caso resultou de uma investigação do Serviço de Estrangeiros e Fronteiras (SEF), iniciada em 2005 e que culminou com a detenção dos dois alegados cabecilhas da rede, ambos de nacionalidade moldava.

O julgamento prossegue amanhã com a audição das testemunhas de acusação.

Estatísticas

  • 10 leitores
  • 1 comentários

URL desta Notícia

http://publico.pt/1305668

Comentário + votado

Vida dificil

Se a 'Justiça' local se ocupasse com os crimes de delito de facto e se deixassem de atrapalhar a ...

L P

24.09.2007 21:09

X

Mais em Sociedade (16 de 19 artigos)

Al Gore propôs uma reunião para rever os resultados de Bali Al Gore propõe cimeiras trimestrais sobre alterações climáticas