Ministro da Saúde assinou protocolos com municípios

Serviços de urgência “ao pé da porta” seriam irresponsabilidade

24.02.2007 - 20:36 Por Lusa

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O ministro disse que outros protocolos se seguirão brevemente O ministro disse que outros protocolos se seguirão brevemente (Carlos Lopes/PÚBLICO (arquivo))
O ministro da Saúde, Correia de Campos, disse hoje que seria irresponsável propor um modelo de especialidade e urgências ao pé da porta de cada um.

Correia de Campos falava em Lisboa na cerimónia de assinatura de protocolos com os municípios de Espinho (PS), Montijo (PS), Fafe (PS), Cantanhede (PSD), Santo Tirso (PS) e Macedo de Cavaleiros (PSD) com vista à reestruturação da rede de urgências.

“Um modelo de especialidade e urgências ao pé da porta de cada um, simplesmente não existe. Propô-lo seria irresponsável, perpetuá-lo será hipotecar o futuro”, considerou o ministro, salientando que “nada mudar, seria uma covardia que os cidadãos não tolerariam, quando se apercebessem da dimensão do logro”.

Os protocolos hoje celebrados, segundo o ministro, permitem resolver, a contento de todos, um conjunto de problemas na reorganização da rede das urgências.

Protocolos com outros municípios em vista

“A estes protocolos outros se irão seguir muito em breve, por iniciativa dos municípios e do Ministério da Saúde”, disse.

Na sua intervenção, o titular da pasta da saúde louvou a presença dos seis municípios na assinatura dos protocolos, considerando que o acordo foi fruto de “um lento e importante labor negocial”, passível de aperfeiçoamento.

Relativamente a outros municípios, o governante garantiu que continuará disponível para aceitar peculiaridades “desde que com um modelo coerente, articulado e respeitador dos valores e da cultura local”.

Segundo o ministro, a solução agregadora de unidades hospitalares em centros não é uma originalidade nacional, sendo usada em todos os países como forma de concentrar recursos, ganhar qualidade, melhorar o serviço e prestar cuidados iguais a necessidades iguais.

“Quase nunca o que é mais próximo é melhor”

“Ninguém nos perdoaria se, consciente ou levianamente, para fugirmos à impopularidade de curto prazo, tolerássemos a mais cínica das desigualdades: a desigualdade da qualidade, sob a capa da aparente proximidade”, disse.

Na opinião do governante, em Saúde, “quase nunca o que é mais próximo é melhor”.

“O melhor é quase sempre o mais seguro, o mais definitivo, ainda que mais distante. É neste último atributo que se concentram muitos dos meios que agora vamos mobilizar”, disse.

A distância, frisou Correia de Campos, não é impedimento de qualidade e pode ser vencida com mais facilidade que a qualidade improvisada pelo que está prevista a continuação do investimento em transportes adequados para os doentes.

Reforço dos meios de transporte de doentes

“VMER (viatura médica de emergência e reanimação), ambulâncias regulares e até helicópteros estão hoje na agenda desta importante reforma”, disse.

“Queremos dar a todos cuidados com alta qualidade. Venceremos as distâncias entre montes e vales para o conseguirmos, com os mais modernos e seguros meios de transporte. Colocaremos mais 400 mil portugueses a menos de meia hora de uma sólida e qualificada urgência, básica ou médico-cirúrgica”, frisou.

O objectivo, adiantou, é substituir o modelo “hospital de miniatura” pelo modelo de hospital de proximidade, com respostas ajustadas aos problemas dominantes da população que servem.

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Abençoados os políticos, como no nosso actual mini...

Abençoados os políticos, como no nosso actual ministro da Saúde, que fazem com a coragem necessária ...

Anónimo

26.02.2007 16:50

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