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Serviços de Atendimento de Gripe A fecham na Madeira

03.02.2010 - 17:51 Por Lusa

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A Madeira registou 814 casos de gripe A, dez deles mortais A Madeira registou 814 casos de gripe A, dez deles mortais (Nuno Ferreira Santos)
Os três Serviços de Atendimento de Gripe A (SAG), da Madeira, vão fechar portas na sexta-feira, porque a actividade do vírus “diminuiu drasticamente”, informou o presidente do Instituto Regional de Administração de Saúde e Assuntos Sociais da Madeira.

“É uma decisão pensada porque, dada a fraca actividade do vírus da gripe A na região, decidimos encerrar os centros de Santo António, no Funchal, o de Machico e o de Câmara de Lobos, pois não se justificava mantê-los abertos especificamente para esta tarefa”, disse Maurício Melim.

A abertura daqueles serviços fez-se em Dezembro de 2009, numa altura em que os serviços de urgência do hospital doutor Nélio Mendonça registavam um afluxo de pessoas “muito grande”, o que obrigou as entidades regionais a colocarem em prática uma medida prevista desde Abril.

De acordo com os dados fornecidos pelo serviço, a Madeira registou 814 casos de gripe A, tendo realizado mais de 2500 análises de despiste. Ainda assim, foram contabilizadas dez mortes provocadas pelos vírus, um número “acima do esperado”. “Estamos na média do país, que era de sete a oito mortes por cada mil habitantes, mas não esperava que fosse um número tão alto, por exemplo, quando comparado com os Açores”, disse.

Não há justificação para um número tão alto de óbitos, mas Maurício Melim, recorda que “muitas desses doentes eram pessoas com patologias associadas”. Em mais de 80 por cento destas mortes havia complicações motivadas com hábitos de alcoolismo, doenças cardíacas, obesidade mórbida e doenças respiratórias crónicas.

Apesar de os centros fecharem as portas, o instituto continuará a monitorizar a pandemia, podendo voltar a activar o dispositivo, “caso se justifique”.

A partir de sexta-feira, as urgências do hospital doutor Nélio Mendonça, no Funchal, funcionarão como centro de atendimento, enquanto nos outros concelhos, serão os centros de saúde a fazê-lo.

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Algés

Fóóónix. Até as mortes foram aldrabadas.

Anónimo

04.02.2010 07:30

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