Dioxinas tóxicas na carne

Seis toneladas de porco importado da Irlanda estão “retidas” para análise

08.12.2008 - 20:27 Por Lusa

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A Irlanda retirou a carne de porco das lojas A Irlanda retirou a carne de porco das lojas (Andrew Paton/Reuters)
Seis das 30 toneladas de carne de porco importadas da Irlanda em Outubro e Novembro estão retidas em Vila do Conde para análise à existência de dioxinas tóxicas, indicou hoje à Lusa o Ministério da Agricultura.

De acordo com a fonte do gabinete do ministro da Agricultura, Jaime Silva, também foram localizadas pela Direcção-Geral de Veterinária as restantes 24 toneladas, “mas não se sabe ainda se estão armazenadas, se já entraram em unidades de transformação ou no circuito de consumo público”.

Contudo, as equipas das autoridades sanitárias vão tentar apurar amanhã a situação actual da carne, para serem também feitas análises de despiste das toxinas.

Quanto às seis toneladas retidas pelas autoridades em Vila do Conde, se os resultados das análises indicarem a existência das toxinas, “serão apreendidas e destruídas”.

Contactado pela agência Lusa, António Nunes, presidente da Autoridade para a Segurança Alimentar e Económica (ASAE), confirmou este ponto da situação, precisando que foram apreendidos 6.040 quilos de carne em Vila do Conde, na sequência de um contacto feito pela entidade com o importador.

“Identificámos também sete locais do país – sobretudo na região Centro – onde se encontram as restantes 24 toneladas, e as brigadas já entraram em contacto com os distribuidores. Amanhã [terça-feira] vão apurar exactamente onde se encontram para análise”, adiantou.

António Nunes disse ainda que amanhã será feito um novo ponto da situação sobre esta carne, e caso se verifique que está contaminada, será destruída.

O responsável referiu que esta acção da ASAE surgiu na sequência de um alerta feito hoje pela União Europeia aos seus estados-membros, dando conta da eventual contaminação da carne proveniente da Irlanda com dioxinas e outros produtos acima das quantidades máximas permitidas por lei.

Porém, segundo António Nunes, as quantidades em causa “não constituem um risco de vida imediato”. “Só são perigosas se foram consumidas em grande quantidade e por longos períodos de tempo. De qualquer modo, têm que ser retiradas para proteger a saúde dos consumidores”, adiantou.

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my 2 cents

o ministro nao se preocupa porque deve comer carninha da melhor, vinda de sabe se la de onde(hj em ...

E.

09.12.2008 08:30

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