Seis municípios assinam hoje protocolos sobre as urgências com o Governo

24.02.2007 - 15:18 Por Lusa
O ministro da Saúde preside hoje à assinatura de protocolos com seis municípios com vista à reestruturação da rede de urgências, disse à Lusa fonte do gabinete de António Correia de Campos.
Sem enumerar quais os municípios que hoje assinam, em Lisboa, os protocolos com o ministro da Saúde, a mesma fonte confirmou que estão envolvidas autarquias que têm protestado contra as orientações dos peritos para a reestruturação da rede de urgências.
A mesma fonte disse à Lusa que os seis municípios estão localizados nas regiões do Norte, Centro e Lisboa e Vale do Tejo.
A reestruturação da rede de urgências, definida por um grupo de peritos, prevê o encerramento de 15 urgências hospitalares, tendo sido a do hospital de Peniche a última a ser conhecida.
A proposta dos peritos propõe três níveis de resposta, sendo que os dois primeiros – Serviço de Urgência Médico-Cirúrgica (SUMC) e Serviço de Urgência Polivalente (SUP) – já existem nos hospitais.
A grande novidade é a criação de Serviços de Urgência Básica (SUB), cuja localização tem sido polémica, com os municípios preteridos (como Valência) a protestarem contra a sua instalação em outras autarquias.
Ministério fala de benefício para mais de 450 mil pessoas
O Ministério da Saúde garante que esta reestruturação “trará benefício imediato para mais de 450 mil portugueses (4,5 por cento da população) que hoje estão a mais de 60 minutos de um ponto de urgências”.
“Com a rede, apenas 0,6 por cento ficarão a mais de 60 minutos de qualquer serviço de urgência e pelo menos 90 por cento dos portugueses ficarão, no máximo, a 30 minutos de um qualquer serviço de urgência e, no máximo, a 45 minutos dos níveis mais diferenciados da rede, Serviço de Urgência Médico-Cirúrgica (SUMC) e Serviço de Urgência Polivalente (SUP)”, assegura o grupo de peritos, numa convicção subscrita por António Correia de Campos.
A seguir ao encerramento de alguns blocos de parto, ocorridos no ano passado, esta reestruturação é a medida mais polémica do ministro da Saúde e a que tem causado mais manifestações populares de desagrado, como as registadas na semana passada no Alto Tâmega, nomeadamente Chaves, que contesta o encerramento da urgência hospitalar, nos moldes actuais.
A tutela respondeu a estes protestos, garantindo que “a instalação da Rede de Urgências não poderá nunca ocorrer sem que o centro de atendimento telefónico do Serviço Nacional de Saúde, que funcionará 24/24 horas e para todo o território nacional, esteja em pleno funcionamento”, e que “o transporte de doentes pré-hospitalar (ambulâncias, Veículos Medicalizados de Emergência e Reanimação, helicópteros) seja reforçado de acordo com as necessidades locais”.

