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Afirmando que seria uma "mais-valia"

Segurança Rodoviária: Rui Pereira defende "estratégia mínima comum" entre países Ibero-Americanos

24.02.2009 - 11:21 Por Lusa

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O ministro indicou a Estratégia Nacional de Segurança Rodoviária portuguesa como uma das ferramentas que poderiam servir de matriz para a criação de uma estratégia comum O ministro indicou a Estratégia Nacional de Segurança Rodoviária portuguesa como uma das ferramentas que poderiam servir de matriz para a criação de uma estratégia comum (Pedro Cunha/PÚBLICO)
O ministro da Administração Interna, Rui Pereira, defendeu hoje uma "estratégia mínima comum" entre os países da esfera Ibero-Americana para a segurança rodoviária, afirmando que seria uma "mais-valia".

"Esta estratégia poderia, apesar das especificidades nacionais, apontar um caminho comum ao nível da uniformização de regras e da sua fiscalização, no domínio da formação de condutores e instrutores e no âmbito da assistência a vítimas de acidentes", defendeu o governante, em Madrid, numa sessão sobre segurança rodoviária no espaço Ibero-Americano e Caraíbas.

Reconhecendo que a ideia de espaço rodoviário comum entre países de continentes diferentes pode parecer "um paradoxo", Rui Pereira argumentou que a ideia de "espaço comum" não se limita a fronteiras geográficas contíguas, defendendo o diálogo e troca de experiências privilegiada entre os países ibero-americanos "pelas afinidades linguísticas, históricas e culturais".

O ministro indicou a Estratégia Nacional de Segurança Rodoviária portuguesa como uma das ferramentas que poderiam servir de matriz para a criação de uma estratégia comum.

Apontando as "mudanças profundas" na circulação rodoviária nos últimos anos, com a construção de mais estradas e o aumento da "mobilidade geográfica", Rui Pereira destacou que "a liberdade e o risco andam de mãos dadas".

Citando o caso português, Rui Pereira lembrou que desde o 25 de Abril, a extensão de auto-estradas aumentou de 80 quilómetros para "mais de 3.000" e o parque automóvel cresceu de 500 mil para "mais de cinco milhões veículos", instrumentos de "desenvolvimento económico e social" que surgem aliados a "riscos acrescidos".

Em termos de sinistralidade citou números que apontam para uma descida de "2.500 mortos por ano" nas estradas portuguesas em meados da década de 1980 para "o valor mais baixo de sempre" (772 mortos) em 2008, o que valeu a Portugal uma distinção como um dos membros da União Europeia que mais reduziu a taxa de mortalidade nas estradas.

Prevenir a mortalidade rodoviária faz-se com "melhoramento das vias, segurança dos veículos, formação dos condutores, aperfeiçoamento de soluções legais, fiscalização dos comportamentos de risco", além da "criação de um ambiente cívico, responsável e solidário", advogou.

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Anónimo

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