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Direcção-Geral da Saúde

Segunda fase da vacinação da gripe A já abrange grávidas saudáveis

09.11.2009 - 08:03 Por Alexandra Campos, Maria Antónia Zacarias

Com a chegada, há dias, da segunda tranche de vacinas contra o vírus H1N1, e com a sobra de muitas doses nas primeiras duas semanas, a segunda fase da campanha de vacinação do primeiro grupo prioritário já arrancou, aberta agora a todas as grávidas no segundo e terceiro trimestre de gravidez e aos coabitantes de crianças com menos de seis meses e com doença grave.
A campanha está aberta agora a todas as grávidas no segundo e terceiro trimestre de gravidez A campanha está aberta agora a todas as grávidas no segundo e terceiro trimestre de gravidez (Carla Carvalho Tomás (arquivo))

"A primeira e a segunda fase já estão juntas", disse ontem ao PÚBLICO o director-geral da Saúde, Francisco George, lembrando que na sexta-feira emitiu uma circular para os serviços de saúde a dar conta dessa orientação. Sem querer precisar quantas pessoas se vacinaram na primeira fase - os dados serão fornecidos num balanço a realizar esta semana -, Francisco George adiantou apenas "que a adesão já aumentou", após as reticências iniciais expressas por alguns profissionais de saúde.

Do grupo prioritário a vacinar agora fazem ainda parte os doentes com asma moderada a grave, as pessoas com obesidade mórbida, doenças respiratórias crónicas desde a infância, patologias neuromusculares que afectem a função respiratória e imunodeprimidos, por exemplo em resultado de transplantes ou determinados cancros.

No caso das grávidas, não será necessária a apresentação de uma declaração médica, disse ao PÚBLICO a subdirectora-geral da Saúde, Graça Freitas. As grávidas devem dirigir-se aos seus centros de saúde, apesar de nalguns locais algumas poderem vir a ser contactadas pelos serviços. Já os doentes crónicos necessitam de uma declaração médica, ainda que alguns possam também vir a ser convocados pelos serviços onde são acompanhados, precisou.

As regras de vacinação mantêm-se, tendo havido apenas uma alteração, depois de os sindicatos do sector terem protestado por estarem a seguir aos titulares de órgãos de soberania. Os médicos, enfermeiros, auxiliares e administrativos em contacto directo com os doentes com suspeita ou diagnóstico de gripe A foram integrados no grupo prioritário e começaram a ser vacinados.

De resto, tudo se mantém como inicialmente delineado. As crianças saudáveis com menos de 12 anos de idade continuam a fazer parte do último grupo prioritário, apesar da multiplicação dos focos nas escolas. Até à data, Portugal recebeu 86 mil doses de vacinas (32 mil na semana passada).

Ontem, no 14.º Congresso de Medicina Familiar, em Évora, Francisco George defendeu que Portugal não está ainda, verdadeiramente, no início de um pico da pandemia, embora haja uma intensificação da actividade gripal. Um aumento que já era esperado, que é "coincidente com as alterações climáticas" e não é "caso para alarme", frisou.

O director-geral da Saúde aproveitou a ocasião de estar perante uma plateia de médicos de família para os sensibilizar para a necessidade de aconselharem as grávidas que acompanham a vacinarem-se "para o bem da mulher e do bebé".

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Mas que se passa com os leitores deste jornal ultimamente? É só crentes a acreditar em ...

João Ramos

09.11.2009 15:00

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