O secretário de Estado da Justiça, João Correia, disse hoje discordar da sugestão da procuradora-geral adjunta Cândida Almeida que defendeu escutas a magistrados para proteger o segredo de justiça.
"Não estou de acordo com a sugestão, porque isso significava que o magistrado que dirige um inquériito e está sujeito a segredo presumivelmente era infractor", afirmou Joao Correia à margem de uma reunião com elementos da CGTP-Intersindical, em Lisboa.
O secretário de Estado, advogado de formação, concorda com a existência de segredo de justiça, justificando que este serve para "proteger a investigação, as vítimas, os suspeitos, isto é, defender a própria cidadania", contudo caso este seja violado deve acabar para todos os sujeitos processuais.
"Defendo que se o segredo de justiça for quebrado, este deve acabar para arguidos, ofendidos, vítimas e agressores. Se foi violado para uns é violado para todos, deixa de existir internamente", sugeriu João Correia, para quem há crimes que não se justifica serem protegidos por segredo, dando como exemplo "injúrias, danos ou acidentes de viação".


