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Gripe A

Secretário de Estado diz ser "paradoxal" médicos não quererem vacinar-se

11.11.2009 - 08:18 Por Lusa

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A segunda tranche de doses já chegou ao país A segunda tranche de doses já chegou ao país (Miguel Manso (arquivo))
O secretário de Estado Adjunto e da Saúde afirmou ontem que "parece paradoxal" haver médicos que recusam vacinar-se contra a gripe A H1N1, referindo que "não há nenhuma razão para que as pessoas fujam desta vacina".

A vacinação dos médicos e dos outros profissionais de saúde "é uma obrigação ética e de saúde pública", sustentou, no Porto, Manuel Pizarro durante um debate sobre "Política do Medicamento", realizado na Secção Regional do Norte da Ordem dos Médicos. O debate atraiu poucos médicos, não mais de 30, facto que o presidente da Ordem dos Médicos-Norte, Moreira da Silva, registou e lamentou por considerar que o tema era da maior importância para a classe.

Manuel Pizarro aproveitou mesmo assim para lançar "um enorme apelo para que os profissionais de saúde manifestem o seu apoio à campanha de vacinação" já em curso, observando que falou "como governante e como médico". "Fazer a vacina é um instrumento essencial para nos protegermos a nós próprios e sobretudo para protegermos os outros", reforçou o governante, criticando "os mitos" que circulam sobre a vacina e as suas alegadas consequências.

"A principal obrigação de um profissional de saúde é o respeito para com os cidadãos e por isso deve vacinar-se", completou. Sobre a política que deve ser seguida no que toca às quarentenas por causa da gripe A, Manuel Pizarro disse que essa é uma competência da autoridade local de saúde. "Não pode haver uma regra genérica e em cada escola é possível encontrar as soluções correctas para a melhor solução para a comunidade", argumentou.

À entrada para este debate, o secretário de Estado disse que "o Governo vai anunciar nos próximos dias a possibilidade do alargamento da campanha de vacinação, porque o número de doses disponíveis permite avançar para novos grupos" populacionais. "Vamos ter as vacinas ao mesmo tempo que todos os outros países da Europa e vamos ter um milhão de vacinas até ao final do ano, que é o adequado e o necessário", reafirmou.

Pizarro comentou ainda a possibilidade de as crianças até aos dez anos receberam apenas uma dose, referindo que "a Organização Mundial de Saúde já proferiu uma declaração a favor dessa ideia", mas Portugal aguarda que as entidades europeias competentes se pronunciem para depois tomar uma decisão.

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Comentário + votado

lol

Acham que os medicos sao burros?nao tomam porque aquilo nao serve para nada,so para os laboratorios ...

Anónimo

11.11.2009 11:35

X

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