Dia Nacional da Guarda Florestal

Secretário de Estado admite que número de guardas florestais é insuficiente

25.05.2005 - 14:50 Por Lusa

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O número de guardas irá aumentar O número de guardas irá aumentar (André Kosters/Lusa)
O secretário de Estado do Desenvolvimento Rural e das Florestas, Rui Gonçalves, admitiu hoje que os cerca de 500 guardas florestais em funções no país são insuficientes, mas avançou que no próximo ano o efectivo deverá aumentar. O governante aludiu também à reforma iminente na Direcção-Geral dos Recursos Florestais (DGRF).

"Com certeza que há poucos guardas florestais. Se houvesse o triplo eu ficaria muito mais satisfeito. Mas sabemos as dificuldades que o país atravessa e, talvez por isso, eles estejam habituados a cada um valer por três", afirmou o governante na cerimónia de comemoração do Dia Nacional da Guarda Florestal, realizada em Vale de Cavalos, no limite do concelhos de Viseu e Vila Nova de Paiva.

Durante a cerimónia foram atribuídas insígnias a 30 novos guardas florestais, que vão ser distribuídos pelas três circunscrições florestais do país. "Hoje aumentaram 30, o que já é substancial, e à medida que haja recursos disponíveis continuaremos a fazê-lo", afirmou Rui Gonçalves aos jornalistas, acrescentando que "este ano não haverá mais guardas florestais", mas no próximo o número deverá aumentar.

O secretário de Estado afirmou ainda que a principal preocupação da tutela prende-se com "um certo envelhecimento do próprio corpo de guardas florestais". "Há um número considerável de guardas que se vão reformar nos próximos anos e, portanto, o nosso principal objectivo é substitui-los para que não haja uma diminuição mais acentuada do corpo", frisou.

O governante considerou os guardas florestais "uma importante peça de uma máquina maior" que reúne todos aqueles que gerem a floresta, aludindo ao "processo de modernização e mudança" que a DGRF vai sofrer.

Na sua opinião, este organismo "tem de ter uma atitude em relação à floresta que não seja meramente de protecção", mas sim de a saber gerir "nos três ângulos da sustentabilidade: económico, ambiental e social".

"E é para isso que a nova direcção da DGRF está a trabalhar e muito em breve será aprovado o seu programa de trabalho para os próximos três anos", referiu, dizendo que o objectivo é "apostar mais na prevenção e na gestão florestal integrada".

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