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Operação realizada pela EDIA

Seca: duzentas toneladas peixe vão ser retiradas de albufeiras do Alentejo e Algarve

27.07.2005 - 20:45 Por Lusa

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A Empresa de Desenvolvimento e Infra-estruturas de Alqueva (EDIA) arrancou hoje com uma operação em que prevê retirar, nas próximas semanas, cerca de 200 toneladas de peixe vivo de seis barragens do Alentejo e Algarve.
A operação vai permitir retirar a biomassa piscícola em excesso A operação vai permitir retirar a biomassa piscícola em excesso (Paulo Novais/Lusa)

O porta-voz da EDIA, Carlos Silva, explicou que a remoção dos peixes se destina a "evitar que morram devido à seca", deteriorando a qualidade da água.

A operação vai ser realizada nas barragens do Funcho (São Bartolomeu de Messines, Algarve), e nas alentejanas da Vigia (Redondo), Lucefecit (Alandroal), Vale do Gaio (Alcácer do Sal), Campilhas (Santiago do Cacém) e do Roxo (Beja).

De acordo com Carlos Silva, as 200 toneladas de peixe a retirar vão servir para fazer farinha e iscos e alimentar espécies cinegéticas como o javali.

Segundo o mesmo responsável, os trabalhos hoje iniciados surgiram na sequência de um pedido feito pelo Governo para que a empresa responsável pelo empreendimento de Alqueva colaborasse com a Direcção-Geral de Florestas (DGF).

"A operação vai permitir retirar a biomassa piscícola em excesso, para evitar que o reduzido caudal das albufeiras e as altas temperaturas levem à morte de peixes e à degradação da qualidade das águas", acrescentou.

Nos próximos dez dias, segundo Carlos Silva, oito equipas de pescadores profissionais, duas em cada albufeira, vão retirar peixe vivo das barragens do Funcho (São Bartolomeu de Messines), no Algarve, Vigia (Redondo), Lucefecit (Alandroal) e Vale do Gaio (Alcácer do Sal), no Alentejo.

Depois de concluída a operação nestas quatro albufeiras, segue-se a retirada de peixe nas barragens de Campilhas (Santiago do Cacém) e do Roxo (Beja).

A Barragem de Campilhas, que actualmente está a cerca de 14 por cento da capacidade máxima, será esvaziada até ao final da campanha de rega, ficando apenas com uma "capacidade morta".

A Barragem do Roxo, que abastece as populações de Beja e Aljustrel, foi alvo de uma primeira intervenção da DGF em Maio, tendo sido retiradas nove toneladas de peixe vivo em cinco dias.

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