Seca: armazenamento de água nas albufeiras estabilizou na segunda quinzena de Maio

31.05.2005 - 17:14 Por Lusa
A água armazenada nas albufeiras estabilizou nos últimos 15 dias de Maio, em relação à primeira quinzena, mas os níveis continuam abaixo da média para esta altura do ano, segundo um relatório do Instituto da Água (Inag).
Das bacias avaliadas pelo Inag, a do rio Ave continua a ser a que tem maior disponibilidade de água (91,4 por cento da capacidade), embora menos do que na quinzena anterior (93,4 por cento).
As bacias do Ave e do Guadiana foram as únicas a ultrapassar a sua média de armazenamento para esta altura do ano. Em todas as outras os níveis de água ficaram abaixo da média.
À excepção do Ave nenhuma outra albufeira chegou aos 90 por cento da sua capacidade nos últimos 15 dias deste mês e só a do rio Mondego se aproximou (89,1 por cento).
A maioria das bacias rondou os 60 por cento da capacidade (rios Lima, Cávado, Mira, Tejo) ou os 50 por cento (Barlavento algarvio e Douro).
Abaixo destes valores ficaram as albufeiras do Oeste (29,2 por cento), Sado (45,0 por cento) e Arade (12,2 por cento), sendo esta última a que registou o nível mais baixo de água na última quinzena de Maio.
Em termos de escoamento de águas nas bacias hidrográficas, o relatório do Inag sobre a última quinzena de Maio indica uma melhoria face aos quinze dias anteriores.
Chuvas de Maio 40 por cento abaixo da média das últimas seis décadas
A seca agravou-se durante o mês de Maio, ao chover 40 por cento da média dos últimos 60 anos, revela o boletim mensal do Inag.
Foi na zona sul que a precipitação ficou mais abaixo dos valores dos últimos 60 anos (52,4 por cento da média 1940/41 a 1997/98), seguindo-se o Algarve (45,9 por cento daquela média), o norte (43,1 por cento) e o centro (31,6).
Os dados do Inag baseiam-se em medições de precipitação realizadas em 42 estações espalhadas pelo país.
O relatório da Comissão Sobre a Seca 2005 sobre a situação do país na última quinzena de Maio deverá ser divulgado amanhã, disse o presidente do Inag, Orlando Borges.

