Schweppes acusa pastelaria de ter reutilizado garrafas de refrigerante

27.02.2007 - 13:02 Por PUBLICO.PT, com Lusa
O Grupo Schweppes Portugal acusa o estabelecimento de Darque, em Viana do Castelo, onde quatro pessoas sofreram queimaduras na boca depois de terem ingerido o refrigerante Trinaranjus, de terem reutilizado as garrafas. A GNR já apreendeu o produto e o respectivo lote que estava a ser comercializado.
As quatro vítimas sofreram queimaduras no aparelho digestivo depois de terem ingerido um produto cáustico e corrosivo que estava no interior de uma garrafa de Trinaranjus.
De acordo com o Grupo Schweppes Portugal, detentor daquela marca, "o mais provável" é que se esteja perante um caso de reutilização da garrafa pelo posto de venda.
"Muitas vezes, as pessoas aproveitam as garrafas vazias e metem lá dentro detergente, gasolina ou outros produtos, e depois estas coisas acontecem", disse a mesma fonte, sublinhando que, neste caso concreto, houve desde logo uma ocorrência "muito estranha", relacionada com os rótulos da garrafa. "A senhora pediu um Trinaranjus de maçã e o que lhe foi servido foi, de facto, um líquido com a cor do sumo de maçã, mas numa garrafa com o rótulo de limão", disse.
"Vamos esperar pelo resultado das análises, mas de facto tudo aponta para que se tenha tratado de um caso de reutilização da garrafa pelo posto de venda", reiterou a empresa.
Gerente do estabelecimento desmente acusações da Schweppes Portugal
Por sua vez, o gerente do estabelecimento já garantiu que "as garrafas são abertas à frente dos clientes" e, por isso, exige "à Schweppes Portugal e aos fornecedores um cabal apuramento das responsabilidades".
A GNR já apreendeu o produto e o respectivo lote de garrafas, que vão ser enviados para o Instituto de Medicina Legal para análise. O caso foi também participado ao tribunal e à Autoridade para a Segurança Alimentar e Económica.
Das quatro vítimas, apenas uma — uma mulher de 45 anos — continua internada no Centro Hospitalar do Alto Minho. Fonte hospitalar indicou à Lusa que os exames complementares feitos à vítima revelaram "lesões mais extensas", pelo que a mulher vai continuar internada "para ser devidamente acompanhada e vigiada".

