Os sete membros da comissão de praxe da Escola Superior Agrária de Santarém (ESAS) do ano lectivo 2001/2002, acusados pelo Ministério Público dos crimes de coacção e ofensa à integridade física, conhecem a sentença hoje à tarde.
O Ministério Público considerou que as acções cometidas pelos arguidos contra Ana Francisco Santos, "barrada" com excrementos e obrigada a fazer o pino sobre um bacio cheio de bosta, não foram actos de praxe mas sim um "castigo".
Para os sete ex-membros da comissão de praxe da ESAS, o Ministério Público pediu penas que "transmitam uma mensagem para o meio estudantil".
Também a advogada de Ana Francisco, que se constituiu como assistente no processo, considerou provados os crimes de ofensa à integridade física qualificada e de coacção, pedindo uma condenação "de carácter pedagógico", já que a pena não irá ter qualquer consequência na vida da queixosa, "mas poderá ter para outros caloiros".


