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Leitura da sentença marcada para 31 de Julho

Santa Comba Dão: ex-militar da GNR reafirma inocência

11.07.2007 - 18:43 Por Graça Barbosa Ribeiro

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A advogada de defesa disse que os direitos do arguido foram postos em causa A advogada de defesa disse que os direitos do arguido foram postos em causa (Adriano Miranda/PÚBLICO (arquivo))
O ex-militar da GNR acusado da morte de três jovens de Santa Comba Dão reafirmou esta tarde a sua inocência, na última sessão do julgamento antes da leitura da sentença, marcada para 31 de Julho.

“Quero dizer que não retiro uma palavra àquilo que disse e que me considero inocente", afirmou António Costa, no final das alegações finais das duas partes.

O arguido, que invocou sempre a sua inocência ao longo do julgamento, a decorrer no Tribunal da Figueira da Foz, pediu para falar ainda durante as alegações finais dos advogados das famílias das vítimas.

Após a intervenção final da defesa, durante a qual se mostrou emocionado, António Costa esteve reunido durante breves minutos com a advogada, antes de proferir a breve declaração com que terminou o julgamento.

Na sua intervenção, Carla Bettencourt disse que "os direitos do arguido foram postos em causa", na medida em que desde do início o ex-militar da GNR foi "tratado como culpado, 'serial killer' e psicopata".

A advogada argumentou ainda não ter sido estabelecido "um nexo de causalidade entre o arguido e os crimes" e, sem pedir a absolvição do ex-militar, concluiu dizendo: "vossas excelências dirão de sua justiça".

Antes, tanto o Ministério Público como os advogados das famílias pediram 25 anos de prisão para o arguido. Pena máxima "porque não pode ser mais, devia ser mais" pediu hoje o procurador Jorge Leitão, depois de exames médico-legais terem dado o réu como imputável.

António Costa, 53 anos, responde por dez crimes, três de homicídio qualificado, três de ocultação e um de profanação de cadáver, dois de coacção sexual na forma tentada e um de denúncia caluniosa.

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Comentário + votado

Um psicopata não diria coisa diferente

A Drª Carla fez-lhe, ao que se vê, uma defesa brilhante, acabando por chamar exactamente o nome ...

Neca eira

11.07.2007 22:35

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