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Bombeiros não encontraram nada de significativo

Santa Comba Dão: buscas desta manhã no Mondego foram infrutíferas

26.06.2006 - 13:31 Por Lusa, PUBLICO.PT

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No sábado foi encontrado um corpo na barragem da Aguieira No sábado foi encontrado um corpo na barragem da Aguieira (Paulo Novais/Lusa (arquivo))
As buscas efectuadas esta manhã na barragem da Raiva, no Rio Mondego, para encontrar o corpo de uma das três raparigas alegadamente assassinadas por um ex-cabo da GNR de Santa Comba Dão, revelaram-se infrutíferas.

De acordo com o comandante dos Bombeiros Voluntários de Penacova, António Simões, os mergulhos efectuados hoje de manhã junto às comportas da barragem da Raiva, a uma profundidade de cerca de 18 metros, não tiveram resultados positivos.

"Fizemos uma busca minuciosa às grelhas de descarga e não encontrámos nada de significativo", adiantou António Simões.

Para que os mergulhadores pudessem efectuar buscas nesta zona, a EDP criou "condições de segurança", mantendo a barragem sem actividade entre as 09h00 e as 12h00. A procura do cadáver envolveu também três barcos e pessoal a percorrer a pé as margens.

"A barragem tem sete quilómetros de comprimento, nas margens são 14 quilómetros a percorrer", descreveu o comandante dos bombeiros de Penacova.

Durante a tarde vão ser feitos mergulhos junto a um pilar da ponte da Almaça, entre as barragens da Raiva e da Aguieira, onde se suspeita que o corpo foi atirado ao rio.

No sábado foi recuperado da barragem da Aguieira um corpo que a Polícia Judiciária suspeita ser de uma das três raparigas alegadamente mortas pelo antigo GNR, residente em Santa Comba Dão, no distrito de Viseu.

As jovens, com idades entre os 16 e os 18 anos, desapareceram do lugar de Cabecinha de Rei, em Santa Comba Dão, a 24 de Maio de 2005, em Novembro do mesmo ano e a 8 de Maio de 2006. Um outro cadáver, já identificado, foi encontrado no dia 31 de Maio de 2005 na praia da Figueira da Foz. Uma parte de um outro corpo foi encontrado há algumas semanas nas águas da barragem do Coiço, em Penacova, mas ainda não foi identificado.

O suspeito, que se encontra em prisão preventiva desde sexta-feira por decisão judicial, foi indiciado pela prática de três crimes de homicídio qualificado e três de ocultação de cadáver.

Fonte da PJ, que pediu o anonimato, disse ao PUBLICO.PT que "há razões para admitir que possa ter havido mais vítimas" deste alegado homicida. O suspeito terá confessado à PJ estes três crimes e os locais onde se desfez do corpo, apurou o PUBLICO.PT. A Judiciária admite, no entanto, que o terceiro corpo e outros que eventualmente existam possam não vir a ser encontrados, dadas as circunstâncias em que desapareceram. Mas ressalva que não está dependente de encontrar os cadáveres para fazer prova dos crimes.

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