O ministro da Administração Interna garantiu hoje que os postos de vigia para incêndios "estão a funcionar de acordo com as necessidades identificadas" e não há "quebras de segurança" a registar, numa reacção às críticas feitas na passada semana pela Associação Nacional dos Bombeiros Portugueses.
Em declarações ao “Diário de Notícias” na semana passada, a Associação Nacional dos Bombeiros Portugueses (ANBP) queixava-se do encerramento dos postos de vigia para incêndios entre as 24h00 e as 08h00, assim como dos centros de detecção e comunicação de incêndios, um período que, de acordo com a ANBP, é propício à deflagração de fogos florestais.
Rui Pereira, que falava na apresentação das novas unidades móveis do SIRESP (Sistema Integrado das Redes de Emergência e Segurança de Portugal), em Lisboa, assegurou que "os postos de vigia estão a funcionar de acordo com as necessidades que foram identificadas pela GNR e há postos de vigia que funcionam 24 horas por dia". "Não temos nenhuma quebra de segurança a esse nível", reforçou o ministro da Administração Interna.
O secretário de Estado da Protecção Civil, José Medeiros, também presente na apresentação das novas unidades móveis do SIRESP, explicou que "os postos de vigia são apenas responsáveis por dez por cento das detecções ao nível das detecções de incêndios e durante a noite de apenas dois por cento". "De qualquer das formas, e como durante a noite há menos alertas por outras vias, é evidente que não iríamos deixar a descoberto a rede dos postos de vigia", acrescentou José Medeiros.
"A gestão da rede de postos de vigia tem que ser feita com racionalidade, tal como todos os outros meios postos ao serviço dos incêndios", afirmou o secretário de Estado, que acrescentou que "aquilo que foi pedido à GNR é que dentro da sua responsabilidade faça uma gestão de acordo com os graus de risco avaliados".


