Os distritos da Guarda, Coimbra, Leiria, Santarém, Lisboa, Setúbal e Évora vão apresentar amanhã um risco muito elevado de incêndios, segundo a Agência para a Prevenção de Incêndios Florestais (APIF), que coloca hoje apenas o distrito de Bragança num nível elevado de fogos.
De acordo com a APIF, organismo tutelado pelo Ministério da Agricultura, também hoje encontram-se com risco moderado de incêndio os distritos de Vila Real, Guarda, Coimbra, Leiria, Portalegre e Beja. Os restantes onze distritos têm risco reduzido.
Para amanhã, a agência prevê a existência de sete distritos com risco muito elevado e sete outros com risco elevado - Viana, Braga, Porto, Vila Real, Bragança, Porto e Beja - e os restantes com risco moderado.
A escala de classificação usada pela APIF vai de um até cinco, sendo o primeiro equivalente ao nível reduzido, seguindo-se o moderado, o elevado, o muito elevado e o quinto corresponde ao máximo.
Na última semana, a ocorrência de chuva e a descida das temperaturas fizeram travar a ocorrência de fogos florestais, que na primeira quinzena de Julho devastaram mais de 17 mil hectares de floresta, elevando para 38.518 hectares a área ardida desde o início do ano, segundo o último relatório da Direcção-Geral das Florestas.
Até 17 de Julho, os maiores valores de área ardida registam-se nos distritos do Porto (6061 hectares), Viseu (4226 hectares) e Viana do Castelo (3589 hectares).
Em 2004, a área total ardida atingiu cerca de 120 mil hectares, segundo a Direcção-Geral dos Recursos Florestais. Em 2003 o fogo queimou 425 mil hectares, a maior área total destruída pelos incêndios nos últimos 20 anos.


